O Ministério da Saúde do Líbano anunciou que seis pessoas morreram neste sábado (25) em ataques israelenses no sul do país, apesar do cessar-fogo, prorrogado esta semana, na guerra entre Israel e o movimento pró-Irã Hezbollah.“Dois ataques do inimigo israelense, contra um caminhão e uma motocicleta, na localidade de Yohmor al Shaqif, no distrito de Nabatieh, deixaram quatro mortos”, disse o ministério em comunicado.Pouco depois, a pasta anunciou que “um bombardeio aéreo do inimigo israelense contra a localidade de Safad al Battikh, no distrito de Bint Jbeil, deixou um total de duas pessoas mortas e 17 feridas”.Por sua vez, o Exército de Israel afirmou que “eliminou” neste sábado três combatentes do Hezbollah que viajavam em “um veículo carregado de armas”, assim como outro que se deslocava em uma motocicleta, e outros dois integrantes armados do grupo em outro local.Acrescentou também que identificou dois projéteis lançados do Líbano e denunciou “uma flagrante violação dos entendimentos sobre o cessar-fogo” por parte do Hezbollah.O Hezbollah, por sua vez, anunciou que atacou um veículo do exército israelense no sul do Líbano em represália ao ataque contra Yohmor al Shaqif.Representantes do Líbano e de Israel mantiveram negociações em Washington para encontrar um caminho para uma trégua.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado na quinta-feira (23) que um cessar-fogo de 10 dias no Líbano, iniciado em 17 de abril, havia sido prorrogado por três semanas.A agência nacional de notícias libanesa NNA reportou bombardeios de artilharia israelense em várias localidades do sul do Líbano neste sábado.Também reportou uma “explosão violenta” em Khiam, uma cidade situada a leste da fronteira entre Líbano e Israel, onde, anteriormente, a agência havia destacado que o Exército israelense vinha destruindo casas “sistematicamente”.Um correspondente da AFP viu uma enorme nuvem de fumaça se erguendo sobre a cidade.Desde o dia 2 de março, os ataques israelenses mataram pelo menos 2.496 pessoas no Líbano, segundo as autoridades libanesas.