O Iraque nomeou Ali al-Zaidi como novo primeiro-ministro para formar o próximo governo nesta segunda-feira (27), em meio às crescentes exigências dos EUA e aos grandes desafios que se avizinham.Al-Zaidi foi escolhido para o cargo depois que Bagdá demitiu o ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki, em decorrência da oposição do presidente americano, Donald Trump, que não se pronunciou publicamente.No final de janeiro, Trump alertou o Iraque contra a reintegração de al-Maliki, afirmando que o país “mergulhou na pobreza e no caos total” sob sua liderança anterior. Leia mais EUA estão sendo "humilhados" pelo Irã, diz chanceler da Alemanha Irã entrega lista de pontos inegociáveis para os EUA por meio do Paquistão Ataques de EUA e Israel não reduziram poder do Irã, diz especialista “Se eleito, os Estados Unidos da América não ajudarão mais o Iraque e, se não estivermos lá para ajudar, o Iraque tem ZERO chance de sucesso, prosperidade ou liberdade. FAÇA O IRAQUE GRANDE NOVAMENTE!”, escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth Social.O presidente iraquiano, Nizar Amidi, um político curdo que assumiu o cargo no início de abril, afirmou em uma publicação na rede social X que a nomeação concluiu “a terceira etapa do direito constitucional que não podia sofrer atrasos”.O recém-eleito presidente do Iraque, Nizar Amidi • Iraqi Presidency/Anadolu via Getty ImagesEle disse esperar que al-Zaidi forme “um governo nacional forte que represente todos os iraquianos e atenda às suas aspirações” e pediu às forças políticas que o apoiem para acelerar o processo.A nomeação ocorre após o anúncio do Quadro de Coordenação — a aliança xiita do Iraque — que escolheu al-Zaidi como seu candidato a primeiro-ministro depois de descartar o nome de al-Maliki diante da oposição dos EUA.Issam al-Faili, analista político e professor universitário iraquiano, disse à CNN que qualquer pessoa que se torne primeiro-ministro agora “quase poderia ser chamada de radical de primeira classe”.Ele apontou para as pressões sobrepostas do ambiente regional, da política interna e das exigências dos EUA — particularmente sobre o desarmamento das milícias apoiadas pelo Irã.Al-Faili acrescentou que al-Zaidi “não está longe de facções armadas”, observando que ele presidiu anteriormente o conselho do Banco Islâmico al-Janoob, que está sob sanções dos EUA desde 2024.