Uma nova proposta de divisão da rede do Bitcoin está gerando forte reação na comunidade cripto. O desenvolvedor Paul Sztorc apresentou um plano para criar uma nova versão da blockchain, chamada de eCash, mas o projeto ganhou críticas ao incluir a ideia de redistribuir moedas associadas ao criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto.A proposta prevê um chamado “hard fork”, uma divisão na rede que cria uma nova blockchain independente, mas que compartilha todo o histórico da original até o momento da separação. Na prática, é como se uma estrada se dividisse em duas: ambas começam no mesmo ponto, mas passam a seguir caminhos diferentes, com regras próprias.Esse tipo de evento já aconteceu antes. Em 2017, divergências sobre o tamanho dos blocos da rede levaram à criação do Bitcoin Cash, um ativo separado que segue existindo até hoje. Agora, Sztorc quer repetir a ideia, mas com mudanças mais profundas na arquitetura.O novo projeto, batizado de eCash, deve ser lançado em agosto de 2026 e promete introduzir um sistema chamado “Drivechains”, que permite a criação de redes paralelas conectadas ao Bitcoin. Essas redes funcionariam como “vias alternativas”, onde novas funcionalidades poderiam ser testadas sem alterar diretamente a rede principal.BREAKING: New Bitcoin ForkI am helping create a **new Bitcoin Hardfork** — dropping this August, called "eCash".– Your coins will split. For example, if you have 4.19 BTC, then you will get 4.19 eCash.– You may sell your eCash — or keep it. Or ignore it!Vegas:– Yes, I…— Paul Sztorc (@Truthcoin) April 24, 2026Na prática, isso abriria espaço para aplicações como maior privacidade, exchanges descentralizadas e até soluções resistentes à computação quântica — temas que há anos dividem opiniões dentro do ecossistema.Leia também: O que é computação quântica? Um guia para iniciantes sobre o computador do futuroO modelo também prevê que todos os detentores de Bitcoin receberiam automaticamente a mesma quantidade de tokens na nova rede. Ou seja, quem tiver 1 BTC passaria a ter também 1 unidade de eCash, podendo vender, manter ou simplesmente ignorar o novo ativo.Uso de moedas de Satoshi gera acusações de “roubo”O ponto mais controverso, no entanto, não está na tecnologia, mas no modelo de financiamento do projeto.Sztorc propõe utilizar parte das moedas que seriam atribuídas, na nova rede, aos endereços ligados a Satoshi Nakamoto — cerca de 1,1 milhão de bitcoins que nunca foram movimentados — para incentivar investidores e desenvolvedores a aderirem ao projeto antes do lançamento.A ideia é que esses tokens, equivalentes na nova blockchain, sejam redistribuídos para financiar o desenvolvimento e acelerar a adoção. Para o desenvolvedor, isso evitaria que o projeto se tornasse um “zumbi”, sem recursos ou engajamento suficiente para avançar.A reação da comunidade, porém, tem sido majoritariamente negativa. Críticos argumentam que, embora esses ativos estejam inativos há anos, eles pertencem a alguém, e sua redistribuição criaria um precedente perigoso.“Tomar moedas de Satoshi é roubo e desrespeito”, afirmou o influenciador Peter McCormack. Outros especialistas alertam que a medida poderia abrir caminho para questionamentos futuros sobre a propriedade de qualquer saldo na rede.Além disso, há preocupações técnicas e de governança. Especialistas destacam que iniciativas desse tipo podem gerar confusão entre investidores, além de fragmentar ainda mais o ecossistema.Quer investir na maior criptomoeda do mundo? No MB, você começa em poucos cliques e de forma totalmente segura e transparente. Não adie uma carteira promissora e faça mais pelo seu dinheiro. Abra sua conta e invista em bitcoin agora!O post Proposta polêmica quer dividir a rede do Bitcoin e “roubar” moedas de Satoshi apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.