Isa Energia (ISAE3), Raízen (RAIZ4), Oncoclínicas (ONCO3) e outros destaques desta quinta-feira (23)

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A venda de ações da Isa Energia (ISAE3; ISAE4) pela Axia, o esclarecimento da Raízen (RAIZ4) sobre negociações com credores e o fim do guidance anunciado pela Oncoclínicas (ONCO3), são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (23).Confira os destaques corporativos de hojeIsa Energia (ISAE3): Axia (AXIA) despacha 6 milhões de açõesA Axia (AXIA3; AXIA6; AXIA7), antiga Eletrobras, voltou a vender ações da Isa Energia (ISAE3; ISAE4), mostra documento enviado ao mercado na quarta-feira (22).Segundo o documento, a companhia passou a deter 130,9 milhões de papéis preferencias da companhia. De acordo com informações do RI da Isa, a antiga estatal possuía 137 milhões até o dia 17. Veja abaixo na tabela abaixo.AcionistasQtd Ações ON% ONQtd Ações PN% PNTotal Ações% TotalISA Capital do Brasil S.A230.856.83296,93%5.144.5281,22%236.001.36035,82%Administração––––––Ações em Circulação (Free Float)7.313.1723,07%415.568.77298,78%422.881.94464,18%└ AXIA Energia5.340.3302,24%137.166.33532,60%142.506.66521,63%└ Outros1.972.8420,83%278.402.43766,17%280.375.27942,55%Total238.170.004100,00%420.713.300100,00%658.883.304100,00%Com a venda, a Axia ficou com 31,12% em ações preferenciais e 2,24% em ações ordinária da companhia.“A AXIA Energia declara que não participa de qualquer contrato ou acordo que regule o exercício de direitos de voto sobre os valores mobiliários da ISA Energia”, disse.Raízen (RAIZ4) confirma negociações com credores, mas diz que não há acordo definidoA Raízen (RAIZ4), em recuperação extrajudicial, informou que está em tratativas com credores e demais partes interessadas para construir uma solução consensual para sua reestruturação financeira, após receber questionamento da B3. No entanto, a empresa afirma que ainda não há definição sobre os próximos passos.O pedido de esclarecimento veio após o Valor Econômico noticiar que a companhia estaria em negociação para uma nova proposta apresentada por bancos credores. O plano, segundo o jornal, prevê que 30% dos recursos obtidos com a vendas dos ativos da companhia na Argentina sejam utilizados para redução de dívida.Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen. Esse ponto reitera um pedido anterior dos detentores de títulos.“É natural que alternativas, propostas, cenários e estruturas preliminares, de caráter não vinculante, sejam apresentados, discutidos e eventualmente revistos no curso das negociações. A companhia esclarece, contudo, que, até a presente data, não foi celebrada qualquer operação, firmado qualquer acordo vinculante ou tomada qualquer decisão definitiva a respeito dos temas mencionados na referida notícia”, diz a Raízen.A companhia enfatizou que quando houver instrumento vinculante ou tomada qualquer decisão definitiva, irá adotar as providências cabíveis para a comunicação ao mercado.Oncoclínicas (ONCO3) descontinua divulgação de projeçõesA Oncoclínicas (ONCO3) anunciou ao mercado a descontinuação do guidance (projeções) da companhia divulgadas em outubro, mostra fato relevante divulgado na noite de quarta-feira (22).À época, a empresa previa uma receita líquida de R$ 6,29 bilhões para 2026 e de R$ 6,98 bilhões para 2027, com um lucro bruto de R$ 2,10 bilhões para 2026 e de R$ 2,34 bilhões para 2027.Na mesma ocasião, a Oncoclínicas projetou um resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), excluindo plano de incentivo de longo prazo, de R$ 1,08 bilhões para 2026 e de R$ 1,26 bilhões para 2027 e um capex de R$ 80 milhões tanto para 2026 como para 2027.A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia nos últimos trimestres.Odontoprev já tem data para se tornar Bradsaúde e trocar o ticker para SAUD3A Odontoprev (ODPV3) anunciou ao mercado que, a partir do pregão do dia 5 de maio de 2026, a negociação das ações da companhia na B3 passará a ocorrer sob o código de negociação (ticker) SAUD3 e o nome no pregão será “Bradsaúde“.A mudança é parte da combinação de negócios envolvendo a companhia e a Bradesco Gestão de Saúde. Em fevereiro deste ano, o Bradesco anunciou a criação de um conglomerado que reúne todos os seus negócios de saúde.A nova companhia nasce a partir de uma reorganização societária que consolida os negócios de saúde na Odontoprev, companhia da qual o banco agora é acionista direto.“A mudança do ticker e do nome de pregão está alinhada à alteração da denominação social da companhia de ‘Odontoprev S.A.’ para ‘Bradsaúde S.A.’, conforme aprovada pela assembleia geral extraordinária da companhia realizada em 6 de abril de 2026”, diz o comunicado.Light (LIGT3) troca diretor financeiro e reorganiza cúpulaA Light (LIGT3) anunciou na quarta-feira (22) uma reorganização relevante em sua diretoria, com a nomeação de Leonardo Pimenta Gadelha para a área financeira e de relações com investidores — na prática, assumindo a frente de finanças da companhia.Segundo fato relevante, Gadelha foi eleito diretor de relações com investidores da holding, substituindo Alexandre Nogueira Ferreira, que acumulava a função interinamente e segue como diretor-presidente.Na prática, o movimento marca uma mudança no comando financeiro da companhia, já que o executivo tem histórico como diretor financeiro (CFO) — função que exerceu mais recentemente na Neoenergia entre 2019 e 2026 — e passa a concentrar a interlocução com o mercado e a agenda financeira da empresa.Ao mesmo tempo, a subsidiária Light Energia — responsável pelos ativos de geração — também promoveu mudanças em sua cúpula, com a eleição de Stefano de Amorim Miranda como novo diretor-presidente.Small cap da bolsa atualiza pagamento de R$ 150 milhões em dividendosUma das small caps negociadas na bolsa de valores, a Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026, após ajustes decorrentes da recompra de ações feita pela companhia nos últimos meses.Em aviso aos acionistas, a empresa informou que o montante de R$ 150 milhões referente à segunda, terceira e quarta parcelas foi mantido, mas os valores por papel foram recalculados, considerando a exclusão das ações em tesouraria.Os repasses estão previstos para 29 de abril, 29 de julho e 29 de outubro de 2026, com datas “ex-dividendos” em 15 de abril, 16 de julho e 16 de outubro, respectivamente.A Iguatemi também afirmou que o pagamento da primeira parcela, realizado em 5 de março de 2026, somou R$ 50 milhões, o equivalente a 25% do total anunciado anteriormente.Oi (OIBR3) prepara a venda da Oi Soluções por R$ 1,4 bilhãoDepois de vender suas principais linhas de negócios para pagar dívidas no processo de recuperação judicial, a Oi (OIBR3) se prepara agora para a alienação do próximo ativo da fila, a Oi Soluções — divisão que fornece tecnologia da informação e conectividade (TIC) para empresas.O processo deve atrair as grandes operadoras de telecomunicações que também têm braços de TI, como Vivo, Claro e TIM, além de provedores regionais com atuação no setor.Algumas dessas empresas já declararam publicamente que iriam avaliar uma potencial aquisição quando a Oi Soluções fosse levada a mercado. Nos bastidores, as consultas informais já começaram.Um laudo encomendado à consultoria G5 Partners avaliou a Oi Soluções em uma faixa entre R$ 1,27 bilhão e R$ 1,59 bilhão, com mediana de R$ 1,41 bilhão. Isso corresponde a um múltiplo de 1,4 vez considerando o valor total da empresa perante sua receita líquida. A subsidiária tem receita estimada de R$ 987 milhões para 2026, de acordo com o laudo.A venda da Oi Soluções já era prevista no plano de recuperação do grupo. Para isso, o ativo foi segregado em uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), estrutura utilizada para a liquidação de ativos de empresas em recuperação judicial.Samarco eleva em 18% produção de pelotas e finos de minério de ferro no 1º triA mineradora Samarco, joint venture da Vale (VALE3) com a BHP, produziu 3,8 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro no primeiro trimestre, alta de 18% na comparação com o mesmo período de 2025, conforme prévia operacional divulgada na quarta-feira (22).O resultado, segundo a empresa, confirma “níveis de produção em um patamar estruturalmente mais elevado”.Na comparação com o quarto trimestre, porém, houve recuo de 3% na produção, em função de efeitos sazonais, disse a Samarco.As vendas, por sua vez, somaram 3,2 milhões de toneladas entre janeiro e março, alta de 12% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e queda de 37% ante o trimestre anterior, informou a companhia.Acionistas do BRB aprovam aumento de capital de R$ 8,8 bilhõesAcionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram na quarta-feira (22) um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões, informou o banco.A medida visa reforçar as finanças da instituição após uma série de transações nocivas com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.A aprovação ocorre dois dias após o BRB assinar um memorando de entendimento com a Quadra Capital para a criação de um fundo de investimento de R$ 15 bilhões destinado a abrigar ativos provenientes das negociações do banco estatal com o Master.As duas operações devem fortalecer a estrutura de capital do BRB.Nos termos do acordo com a Quadra, até R$ 4 bilhões seriam pagos ao BRB em dinheiro, enquanto o restante seria convertido em cotas subordinadas do fundo de investimento criado para administrar e monetizar os ativos, de acordo com o BRB.Carrefour tem vendas abaixo do esperado no 1º tri com desaceleração do mercado brasileiroA rede de supermercados Carrefour divulgou nesta quarta-feira vendas abaixo do esperado para o primeiro trimestre, devido à retração de seus negócios no Brasil, enquanto o diretor financeiro da varejista afirmou que os consumidores na França, seu maior mercado, têm se mostrado resilientes até o momento ao impacto da guerra com o Irã.As vendas no Brasil caíram devido às taxas de juros muito altas que afetaram o poder de compra dos consumidores, enquanto as vendas comparáveis na França cresceram 1,4%, uma melhora em relação ao final do ano passado.“No Brasil, em um contexto macroeconômico marcado por volumes de alimentos consistentemente negativos, o grupo apresentou um desempenho resiliente”, afirmou o diretor financeiro Matthieu Malige.A receita do primeiro trimestre para o grupo como um todo foi de 21,1 bilhões de euros, inferior aos 21,8 bilhões esperados pelos analistas, segundo consenso compilado pela Visible Alpha.O forte crescimento na Espanha, onde as vendas aumentaram 3,1%, ajudou a compensar em parte o desempenho negativo no Brasil, que registrou queda de 0,8%, ficando abaixo da expectativa dos analistas de crescimento de 0,6%.*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo