Ex-veteranos da Meta e do Google criam sistema para quebrar ‘muro da IA’

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A startup Majestic Labs AI apresentou o Prometheus, sistema de servidores criado para derrubar o chamado “muro da memória”. Esse problema técnico é um dos maiores gargalos da computação atual, pois faz com que chips ultrarrápidos fiquem ociosos enquanto esperam o carregamento de dados. Para resolver isso, cada servidor da empresa pode ser configurado com até 128 terabytes de memória, suficiente para rodar modelos de inteligência artificial (IA) gigantescos (entre cinco e dez trilhões de parâmetros) sem os travamentos comuns de hoje.A empresa foi fundada por Ofer Shacham, Masumi Reynders e Sha Rabii, veteranos que desenharam chips para Google e Meta. Com um aporte inicial de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões), a Majestic Labs entra no mercado num momento crítico, no qual a alta demanda por agentes de IA gerou uma escassez global de hardware e disparou os preços de aluguel de processadores.Prometheus usa arquitetura focada em memória para processar modelos de até 10 trilhões de parâmetrosDiferente das GPUs tradicionais, como as da Nvidia, o sistema utiliza centenas de chips próprios chamados de AIU (Unidade de Processamento de Inteligência Artificial). Segundo os fundadores, esses servidores entregam até mil vezes mais capacidade de memória que os concorrentes. Isso viabiliza modelos que hoje em dia são caros demais para funcionar. Sha Rabii resume a eficiência do projeto com uma comparação simples: no cenário atual, para conseguir a memória necessária, as empresas são obrigadas a comprar muito mais poder de processamento do que realmente usam. “A analogia é: eu preciso de uma garagem nova e você me diz que tenho que comprar uma casa nova”, explicou o executivo ao Wall Street Journal.O grande trunfo da Majestic Labs é uma tecnologia exclusiva de interconexão para processadores – Imagem: Divulgação/Majestic LabsPara fugir da falta de componentes no mercado, a startup usa chips DRAM comuns (os mesmos encontrados em computadores convencionais) em vez da cara e escassa memória HBM usada pela indústria. O grande trunfo, chamado pelos fundadores de “segredo do negócio”, é uma tecnologia de interconexão exclusiva da empresa. Essa tecnologia permite ligar os processadores a imensas quantidades de memória com velocidades superiores às das memórias de ponta. Mas consumindo muito menos energia elétrica.O movimento da Majestic Labs ocorre em meio a uma corrida tecnológica no setor de inferência (o ato de a IA responder a comandos). Gigantes como AMD, Google Cloud e Nvidia, que recentemente desembolsou US$ 20 bilhões para licenciar tecnologia e contratar a liderança da startup Groq, têm lançado soluções focadas especificamente nessa tarefa. Outras rivais, como a Cerebras, também ganharam tração ao fechar parcerias com a Amazon Web Services.Embora mantenha os nomes dos parceiros sob sigilo, a Majestic Labs afirma já ter garantido uma lista de clientes que deve render centenas de milhões de dólares a partir de 2027.O post Ex-veteranos da Meta e do Google criam sistema para quebrar ‘muro da IA’ apareceu primeiro em Olhar Digital.