Argentina pede a retomada das negociações sobre as Ilhas Malvinas

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O governo argentino reiterou nesta sexta-feira (24) sua disposição de retomar as negociações bilaterais com o Reino Unido a respeito da disputa de soberania sobre as Ilhas Malvinas, conhecidas como Falkland, e sobre as quais a Argentina reivindica soberania há tempos.A declaração do Ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, foi uma resposta aos comentários de um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que afirmou que a soberania das Ilhas Falkland pertence ao Reino Unido.A declaração veio após um e-mail interno do Pentágono sugerir a revisão da posição dos EUA sobre as Falkland como punição pela postura britânica em relação à guerra com o Irã. Leia mais Reino Unido diz que tem soberania das Ilhas Malvinas após email dos EUA E-mail do Pentágono lista opções para punir quem não ajudou Trump na guerra Hegseth diz que luta por Ormuz é mais da Europa do que dos EUA “A República Argentina expressa mais uma vez sua disposição de retomar as negociações bilaterais com o Reino Unido que permitam encontrar uma solução pacífica e definitiva para a disputa de soberania e pôr fim à situação colonial peculiar em que se encontram”, declarou o Ministro das Relações Exteriores argentino em uma publicação nas redes sociais.Desde 1982, os EUA geralmente evitam tomar partido em questões de soberania, ou seja, sobre qual é o país ao qual as ilhas pertencem.O site do Departamento de Estado afirma que as ilhas são administradas pelo Reino Unido, embora reconheça a reivindicação da Argentina.Críticas de Trump contra aliados europeusO presidente Donald Trump criticou duramente os aliados da Otan por não enviarem suas marinhas para ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado à navegação internacional após o início da guerra aérea em 28 de fevereiro.Ele também declarou que está considerando se retirar da aliança.“Você não faria o mesmo se estivesse no meu lugar?”, perguntou Trump à Reuters em uma entrevista em 1º de abril, em resposta a uma pergunta sobre se a saída dos EUA da Otan era uma possibilidade.Mas o e-mail não sugere que os Estados Unidos façam isso, disse o funcionário. Também não propõe o fechamento de bases americanas na Europa.O funcionário se recusou a dizer se as opções incluíam uma redução amplamente esperada das forças americanas na Europa.Questionado sobre o e-mail, o secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, respondeu: “Como o presidente Trump disse, apesar de tudo o que os Estados Unidos fizeram por nossos aliados da Otan, eles não estavam lá por nós.O Departamento de Guerra [Pentágono] garantirá que o presidente tenha opções críveis para garantir que nossos aliados não sejam mais um tigre de papel e, em vez disso, façam sua parte. Não temos mais comentários sobre quaisquer deliberações internas a esse respeito”, disse Wilson.