A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) iniciou a fiscalização de aplicativos de transporte e delivery. O órgão, ligado ao Ministério da Justiça, quer saber se as plataformas cumprem novas regras de transparência na formação de preços. A medida ocorre após o fim do prazo de 30 dias dado para adaptação. O objetivo é obrigar os apps a detalhar como o valor cobrado para o consumidor é dividido. Na prática, isso pode mudar a forma como corridas e pedidos exibem seus preços — principalmente em serviços que usam tarifa dinâmica e algoritmos. A seguir, entenda mais detalhes.🔎 iFood mostra preços diferentes para o mesmo prato? Entenda relatos nas redes🔎 Uber cobra mais caro com bateria baixa? Entenda a precificação por vigilância📲 Comparador de celulares do TechTudo: como usar a ferramenta e economizarPreço dinâmico nunca mais? Governo inicia fiscalização de preços em appsDivulgação/Freepik (senivpetro)📝 O que precisa para ser Uber? Veja no fórum do TechTudoGoverno quer transparência em preços de delivery e apps de transporteA fiscalização tem como base a Portaria nº 61/2026, que determina que aplicativos passem a informar, de forma clara e acessível, como o valor final de cada transação é composto. Isso inclui não só o preço total, mas também a divisão dos ganhos entre plataforma, prestador do serviço e, no caso de delivery, o estabelecimento.A iniciativa mira um problema antigo: a falta de transparência na precificação digital. Hoje, o consumidor costuma visualizar apenas o valor final, sem entender exatamente quais fatores influenciaram aquele preço — especialmente em momentos de alta demanda, quando entram em cena mecanismos de tarifa dinâmica.O descumprimento das regras pode ser enquadrado como infração ao Código de Defesa do Consumidor, com possibilidade de aplicação de multas e até suspensão das atividades. A tendência é que o controle se intensifique nos próximos meses, principalmente diante de denúncias. Para o consumidor, o efeito pode ser mais clareza na hora de pagar e menos surpresas no valor final.Entenda fiscalização do governoReprodução/Unsplash/Paul HanaokaO que muda na prática para quem usa apps de delivery e transporteCom a nova regra, os aplicativos devem apresentar um resumo detalhado antes ou durante a contratação do serviço. Entre as informações exigidas, estão:valor total da corrida ou pedido;taxa cobrada pela plataforma;quanto será repassado ao motorista ou entregador (incluindo gorjetas, quando houver);parcela destinada ao restaurante ou loja (no caso de delivery).Além disso, as empresas também precisam emitir recibos digitais detalhados após cada transação, discriminando todas as parcelas do preço. A proposta não é acabar com o preço dinâmico, mas torná-lo mais compreensível. Ao entender como o valor é formado, o usuário pode comparar melhor as opções disponíveis e tomar decisões mais informadas.Veja o que muda para quem usa apps Pexels/RODNAEComo reclamar se o app não mostrar os preços corretamenteCaso o aplicativo não apresente as informações exigidas, o consumidor pode registrar reclamação em canais oficiais, como o Consumidor.gov.br, ou procurar órgãos de defesa, como os Procons estaduais. As queixas registradas ajudam a embasar a fiscalização pelos órgãos responsáveis e podem levar à abertura de processos administrativos em caso de descumprimento. Mais do TechTudo🎥 DELIVERY COM DRONE? iFood opera primeira rota da América LatinaDELIVERY COM DRONE? iFood opera primeira rota da América Latina