A indústria brasileira está pronta para produzir mobilidade elétrica em larga escala?

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A produção de bicicletas elétricas no Brasil cresceu 46,8% em 2024 e avançou mais de 120% no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo). Ainda assim, esses veículos representam menos de 5% do total produzido no país, um número que, mais do que limitar o setor, ajuda a dimensionar o tamanho da oportunidade que está se formando. Esse crescimento recente não acontece por acaso, mas reflete uma mudança consistente na forma como as pessoas se deslocam nas cidades, impulsionada por fatores como custo de transporte, busca por eficiência e uma preocupação crescente com sustentabilidade.   O desafio da indústria nacional para produzir veículos como scooters e e-bikes está em desenvolver componentes próprios e reduzir a dependência de itens importados. (Fonte: Getty Images)A mobilidade elétrica leve, especialmente bicicletas e scooters, passa a ocupar um espaço cada vez mais relevante nesse contexto, com soluções mais acessíveis e adaptadas à realidade urbana brasileira. A evolução recente mostra que existe capacidade de adaptação e crescimento.Além disso, começa a se desenhar um ecossistema mais completo, que envolve desde fabricantes até soluções de tecnologia, serviços e infraestrutura. Esse amadurecimento é essencial para sustentar um crescimento mais consistente e preparar o setor para um novo patamar de produção. A pergunta, portanto, não é apenas se a indústria brasileira está pronta hoje, mas o quão preparada ela está para evoluir rapidamente. Produzir mobilidade elétrica em larga escala não depende de um único fator, mas de uma combinação entre desenvolvimento tecnológico, eficiência produtiva e um ambiente de negócios que estimule inovação. Os sinais são positivos. O crescimento acelerado da demanda, somado à capacidade de resposta da indústria, indica que o Brasil está construindo as bases para esse avanço. Mais do que acompanhar uma tendência global, o país tem a oportunidade de desenvolver soluções próprias, alinhadas às suas necessidades e ao seu contexto urbano.