Para o primeiro trimestre de 2026 os frigoríficos devem apresentar resultados conflitantes entre margens pressionadas e alta demanda, segundo o Safra.Em relatório, o banco afirmou que as proteínas devem se beneficiar de um volume de consumo forte neste trimestre, apesar de que os preços mais altos dos grãos e do gado criarem tensões para as margens das empresas.O destaque entre o setor, no Brasil, deve ser Minerva Foods (BEEF3), apontam os especialistas. Já a expectativa para a JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3) é de números mais fracos, impactados especialmente pela dinâmica desfavorável da indústria nos Estados Unidos.As projeções para Minerva são de um crescimento de Ebitda (uma das métricas do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) de 6% em comparação ao ano passado, com possíveis resultados estáveis ou levemente negativos nas operações sul-americanas além do Brasil.De acordo com o Safra, a companhia se beneficia da demanda por exportações brasileiras. Na Colômbia o cenário se repete, impulsionada pela procura chinesa. Já na Austrália, Argentina e Paraguai os resultados devem ser mais fracos.No caso da JBS as perspectivas não são tão boas, especialmente motivados pelo aumento do custo de insumos nos Estados Unidos.Interrupções relacionadas a questões climáticas também devem pesar sobre a produção da companhia, apresentando margens mais apertadas.Mesmo com a demanda global mais forte em JBS Brasil, na Austrália e no segmento Seara, o Safra avalia que não deve ser suficiente para contrapor os maiores preços do gado e dos insumos.A margem Ebitda ajustada prevista para a JBS é de 6,5%, queda de 128 pontos-base em comparação ao ano anterior.Por fim, para a MBRF a projeção também é pessimista. “Esperamos resultados mais fracos no 1T26, pressionados pelo ambiente desafiador da indústria bovina enfrentado nos EUA, que deve continuar prejudicando os resultados consolidados”, afirmam os analistas.A BRF deve apresentar margens mais pressionadas e a National Beef, braço de carne bovina da companhia nos EUA, deve ser impactada pela baixa disponibilidade e alto preço do gado no país. A expectativa do Ebitda ajustado está em R$ 2,877 bilhões, queda de 10% em comparação ao mesmo período em 2025.*Com supervisão de Renan Sousa.