Há séculos, a ciência procura desvendar um dos grandes mistérios da humanidade: será que estamos sozinhos no Universo? Mas, quanto mais aprendemos sobre o cosmos, mais distante essa resposta fundamental parece estar. Até mesmo em nosso Sistema Solar, a busca por sinais de vida microbiana é um trabalho complexo e nos planetas de outros sistemas estelares, é algo que parece impossível. Nos últimos anos, no entanto, tecnologias avançadas e telescópios espaciais como o Hubble e o James Webb, começam a nos fornecer pistas valiosas sobre esses mundos distantes. Eles nos permitem estudar a atmosfera de exoplanetas, buscando por indícios que podem ser a assinatura química da presença de vida.Observações do exoplaneta WASP-39b com o Telescópio Espacial James Webb mostram a presença de sódio, potássio, água, dióxido de carbono, monóxido de carbono e dióxido de enxofre na atmosfera do mundo alienígena – Crédito: Melissa Weiss/Centro de Astrofísica | Harvard & SmithsonianNo programa Olhar Espacial desta sexta-feira (24), vamos conhecer Raíssa Estrela, uma brasileira que trabalha justamente nessa vanguarda da pesquisa astronômica. A astrofísica que saiu da Paraíba para se tornar uma pesquisadora da NASA, procurando, em planetas a anos-luz da Terra, a resposta para a questão que tanto intriga a humanidade.Raissa é pesquisadora no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência, na Califórnia. Graduada em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, possui mestrado e doutorado em Ciências Geoespaciais pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Sua tese de doutorado, intitulada Exoplanetas, Atmosferas e Habitabilidade, recebeu o prêmio de melhor tese de 2020 pela União Astronômica Internacional. Raíssa Estrela é a convidada desta sexta-feira (24) do Programa Olhar Espacial – Crédito: Arquivo PessoalEntre 2020 e 2023, realizou seu pós-doutorado no próprio JPL, onde posteriormente foi contratada como pesquisadora. Atualmente, Raissa trabalha na caracterização de planetas além do nosso sistema solar e integra o comitê científico do Observatório de “Mundos Habitáveis” da NASA, uma missão projetada para buscar sinais de vida em planetas semelhantes à Terra. Ela também faz parte da equipe da missão EMIT da NASA, onde trabalha na detecção de gases de efeito estufa e poluição por plásticos para apoiar a mitigação das mudanças climáticas.Leia mais:Sem atmosfera, planetas de sistema solar vizinho fervem e congelam ao mesmo tempoExoplanetas “bebês” revelam como pode ter sido o nascimento do nosso Sistema SolarComo a vida poderia existir em planetas que não têm solComo assistir ao Programa Olhar EspacialApresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas às sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.O post Descubra os segredos das atmosferas dos exoplanetas no Olhar Espacial apareceu primeiro em Olhar Digital.