O crédito imobiliário avançou no começo deste ano, puxado pelo aumento nos desembolsos da Caixa Econômica Federal, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).Em março, os financiamentos alcançaram R$ 18,5 bilhões, alta de 56,9% em relação a fevereiro e avanço de 53,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O desempenho foi o quarto melhor resultado mensal na série histórica. Com isso, o crédito atendeu 54,6 mil imóveis.SAIBA MAIS: Investir com inteligência começa com boa informação: Veja as recomendações do BTG Pactual liberadas gratuitamente pelo Money TimesNo primeiro trimestre, os financiamentos somaram R$ 42,4 bilhões, montante 11,9% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses até março deste ano, o setor registrou concessões de R$ 160,8 bilhões, o que ainda representa uma queda de 13,5% em relação aos 12 meses encerrados em março do ano passado.O levantamento da Abecip analisa apenas as linhas de crédito que contam com recursos originados na caderneta de poupança, usadas principalmente para financiar a compra e a construção de moradias destinados ao público de classe média e alta, com imóveis geralmente acima de R$ 600 mil. A pesquisa não considera financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), usado para abastecer a comercialização de unidades dentro do Minha Casa Minha Vida, com imóveis abaixo de R$ 600 mil.A associação também passou a divulgar os empréstimos que usam recursos livres dos bancos. Em março, foram R$ 2,01 bilhões, alta de 47,7% em relação a fevereiro e crescimento de 19,7% perante o mesmo mês do ano passado. No primeiro trimestre, essas operações somaram R$ 5,64 bilhões, aumento de 5,9% na comparação anual.Ranking dos bancosA Caixa Econômica Federal liderou a concessão de credito imobiliário com recursos da poupança no primeiro trimestre. O banco estatal desembolsou R$ 21,4 bilhões, salto de 68,5% em relação ao mesmo período do ano passado.Em segundo lugar apareceu o Itaú Unibanco, com R$ 10,2 bilhões, recuo de 5,5% no período.O Bradesco foi a R$ 6,7 bilhões, retração de 20,2%. O Santander contratou R$ 3 bilhões, aumento de 15,4%. O BRB fez R$ 647 milhões, recuo de 51%.E o Banco do Brasil desembolsou apenas R$ 175 milhões, queda de 89%, a maior baixa do setor.