Cabo Verde será Capital Africana da Cultura em 2028

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A escolha de Cabo Verde representa um marco estratégico para o país, que passa a assumir um papel de destaque na promoção cultural africana. A nomeação implica o desenvolvimento de um programa alargado de iniciativas culturais, focadas no intercâmbio artístico e na valorização do património do continente.O projeto das Capitais Africanas da Cultura tem como objetivo reforçar a diplomacia criativa e projetar internacionalmente os países africanos através das suas indústrias culturais, posicionando a cultura como motor de desenvolvimento.Cultura como motor económico e de desenvolvimentoPara o primeiro-ministro, José Ulisses Correia e Silva, este reconhecimento «não surge por acaso». Numa publicação na rede social Facebook destacou que a escolha é resultado de um investimento consistente nas indústrias criativas e na valorização da cultura.«Nos últimos anos, a cultura passou a ser tratada como um eixo estruturante do desenvolvimento», sublinhou, referindo investimentos em infraestruturas, programas de apoio aos criadores e promoção internacional.O chefe do Governo reforça ainda que a cultura em Cabo Verde é hoje vista não apenas como identidade, mas como «um verdadeiro motor económico, gerador de oportunidades, rendimento e projeção».Eventos e intercâmbio cultural previstos para 2028Ao longo de 2028, Cabo Verde deverá receber um conjunto de eventos culturais que promovem a ligação entre países africanos, reforçando a cooperação e a troca artística.O primeiro-ministro destacou que será também «um momento de encontro com África», com o objetivo de partilhar a cultura cabo-verdiana e celebrar a diversidade do continente.Com esta designação, Cabo Verde sucede a Brazzaville (Congo) e Kinshasa (República Democrática do Congo), capitais eleitas para 2024 – 2025, consolidando a sua presença em redes de intercâmbio artístico e desenvolvimento urbano sustentável.A iniciativa foi lançada no âmbito da cimeira Africities, realizada em Marraquexe, com o propósito de posicionar a cultura como um elemento central do desenvolvimento sustentável, ao lado das dimensões económica, social e ambiental. A designação de Capital Africana da Cultura atribui à cidade ou país anfitrião, durante dois anos, a responsabilidade de acolher programas que destacam a riqueza artística e criativa do continente, funcionando também como um espaço de debate e reflexão sobre políticas públicas ligadas à cultura, às artes e às indústrias criativas.O conteúdo Cabo Verde será Capital Africana da Cultura em 2028 aparece primeiro em Revista Líder.