A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu quatro pessoas suspeitas de furtos e extorsões na quarta-feira (22). O grupo alvo da investigação usava criptomoedas para lavar os lucros obtidos com o roubo de telefones celulares.A operação contou com o apoio ostensivo da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) e da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O esforço conjunto mira a desarticulação de uma rede criminosa capaz de agir em diversos cantos do país.“A partir do levantamento de inteligência realizado pela equipe paranaense por meio de técnicas de investigação digital, foi possível identificar que o grupo era especializado em furtos de aparelhos em grandes eventos, tendo como foco principalmente as áreas VIPs“, disse o delegado da PCPR Eduardo Kwasinski.Equipes de segurança cumpriram treze mandados de busca e apreensão em casas localizadas em quatro Estados, com os alvos das ações judiciais que moravam no Paraná, em Santa Catarina, em São Paulo e em Minas Gerais.Quadrilha de roubo de celulares recorria ao mercado de criptoativos e plataformas de apostas esportivas (bets)As equipes de segurança apreenderam sete aparelhos móveis e dois carros de passeio nas garagens dos envolvidos. O juízo do caso autorizou o bloqueio de R$ 100 mil nas contas bancárias da associação criminosa.O inquérito policial teve o seu início em abril de 2025 após prisões em flagrante de ladrões de rua. Esses indivíduos furtavam dispositivos caros em áreas restritas de grandes eventos festivos pelo estado.A apreensão de um transportador de produtos furtados com destino ao litoral catarinense acelerou o passo das apurações.Segundo o delegado, a organização também atuava para ocultar rapidamente os lucros obtidos e evitar a fiscalização bancária. “Utilizavam criptomoedas para permitir a movimentação de valores de forma rápida e anônima, além de plataformas de apostas esportivas e “contas laranjas”, empregadas para dissimular a origem dos recursos e efetuar o pagamento de despesas operacionais da equipe.”O núcleo de comando do grupo mantinha a sua base de operações em território mineiro. Tal chefe coordenava as viagens dos comparsas para as festas e organizava a revenda dos bens subtraídos.A captura desse líder ocorreu após um pedido de prisão redigido por agentes de Minas Gerais. O grupo executor dos furtos contava com residentes paranaenses e catarinenses em sua folha de pagamentos.Essa equipe operacional administrava o suporte físico para ocultar os objetos em esconderijos seguros na cidade. Os transportadores faziam viagens longas de carro para atravessar as fronteiras estaduais sem levantar suspeitas.Extorsão enganava vítimas para liberação de senhas de acessoO esquema contava com uma frente dedicada a aplicar engenharia social contra as pessoas lesadas nas festas. Isso porque, membros desse braço enviavam mensagens intimidadoras para conseguir o código de desbloqueio dos telefones.Alguns suspeitos utilizavam fotos e nomes de policiais falsos para prometer a devolução do bem levado. Outros criminosos simulavam o suporte oficial de empresas de tecnologia para convencer a vítima a entregar os acessos.A organização precisava liberar as travas de segurança dos aparelhos para cobrar valores altos na hora da revenda. Além disso, a extorsão gerava lucros expressivos e exigia táticas de lavagem de capital nas redes de internet.Fonte: Polícia prende quadrilha de roubo de celulares que lavava dinheiro com criptomoedas e betsVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.