A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, que havia sido determinada na semana passada pelo relator do caso, ministro André Mendonça.Até o momento, em julgamento virtual votaram para que o ex-dirigente do banco continuasse detido o próprio relator do caso e os ministros Luiz Fux e Nunes Marques, responsável por dar a maioria. Ainda falta o ministro Gilmar Mendes votar, em julgamento que se encerra nesta sexta.O ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso Master em janeiro sob questionamentos de vínculos com o dono do banco, Daniel Vorcaro, declarou-se suspeito e não votou no caso.Na semana passada, a PF deflagrou a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Master e a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público controlado pelo governo do Distrito Federal.Afastado do comando do BRB na primeira fase da operação, Paulo Henrique Costa apareceu na quarta fase, segundo troca de mensagens obtidas nas investigações, discutindo o recebimento do que seria propina de Vorcaro no valor de R$ 146,5 milhões por meio de imóveis.A defesa de Costa, contudo, nega qualquer irregularidade cometida por ele.