Os Estados Unidos estruturaram, no ano passado, uma reserva estratégica de bitcoin. O presidente Donald Trump, formalizou a medida por ordem executiva e marcou a entrada do país no mercado de ativos digitais.O governo americano formou o fundo com criptoativos apreendidos em operações do FBI ou do Departamento de Justiça.Desde então, não houve qualquer ampliação ou movimentação relevante desses recursos.Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado. Na época do anúncio, o bitcoin registrou uma valorização e atraiu maior interesse. Mesmo assim, a ausência de novos aportes passou a levantar dúvidas sobre a estratégia abordada.“Houve um certo ‘hype’, mas sem incremento relevante. Fica o questionamento se foi algo mais político”, disse Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro. Memecoin de Trump dispara 50% após anúncio de evento com investidores Trump assina lei que regulamenta criptoativos atrelados ao dólar Bitcoin sobe com renovação de cessar-fogo entre EUA e Irã Segundo ele, o governo americano poderia ter ampliado a reserva sem pressionar o contribuinte, por meio de realocação de ativos ou ajustes fiscais. Ainda assim, nenhuma dessas alternativas avançou.Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, analisa o papel das reservas internacionais. “Tradicionalmente, os governos usam esses ativos para sustentar a moeda e garantir o pagamento de dívidas externas”, explica Marilia. Nesse contexto, a volatilidade do bitcoin aparece como um fator de risco. O ativo apresenta oscilações de preço, o que contrasta com o perfil mais estável esperado para reservas cambiais. “Colocar um ativo que pode subir ou cair muito adiciona volatilidade. Isso pode ir contra o papel das reservas”, acrescenta.Para Bernardo, a falta de continuidade reforça o caráter pontual da medida. “Se não houve continuidade, parece algo muito específico. Pode ter sido uma sinalização mais política”, afirma Pascowitch.Resenha do DinheiroRealizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.