Segundo o estudo, países como Portugal, Spain, Italy e Greece atingiram em 2025 um máximo histórico de investimento imobiliário, consolidando o Sul da Europa como uma das regiões mais dinâmicas do mercado europeu.No conjunto destes quatro mercados, o volume de investimento atingiu cerca de 35 mil milhões de euros, representando um aumento de 24% face a 2024. O desempenho demonstra a capacidade da região para continuar a captar capital internacional mesmo num contexto europeu mais exigente.Crescimento económico acima da média europeiaO dinamismo do setor imobiliário está também ligado às perspetivas económicas da região. De acordo com estimativas da Oxford Economics, o crescimento do Produto Interno Bruto deverá manter-se acima da média europeia em 2026.As projeções apontam para um crescimento de 2,4% em Espanha, 2,1% em Portugal e 1,8% na Grécia, valores significativamente superiores à média prevista de 1,0% para o conjunto da UE27.Em Portugal, este ritmo de expansão económica reforça a atratividade do país tanto para empresas ocupantes como para investidores internacionais, contribuindo para sustentar a procura por ativos imobiliários.Investidores apostam no Sul da EuropaPara James Burke, diretor de Global Cross Border Investment da Savills, o forte desempenho registado em 2025 deverá manter-se, ainda que a um ritmo mais moderado.Segundo o responsável, os investidores internacionais já não estão apenas a aproveitar um ciclo de recuperação económica no Sul da Europa, mas a reconhecer uma mudança estrutural na região.«Depois de um 2025 excecionalmente forte, esperamos que o dinamismo da região se mantenha este ano, ainda que a um ritmo mais moderado. O Mediterrâneo está a passar de uma posição periférica para uma aposta estratégica nas carteiras europeias», afirma.Segmentos alternativos e living impulsionam mercadoEntre os fatores apontados pela Savills para explicar o desempenho do imobiliário no Sul da Europa está o crescimento da oferta de ativos disponíveis para investimento, em particular em segmentos alternativos.Destacam-se áreas ligadas ao chamado living, como: residências para estudantes (PBSA),residências para seniores, unidades de cuidados continuados,e lares especializados.Ao mesmo tempo, o setor do retalho tem revelado maior resiliência na região, em parte devido a uma menor exposição ao comércio eletrónico quando comparado com alguns mercados do Norte da Europa. Esta característica tem contribuído para níveis de ocupação e rendas relativamente estáveis.Escritórios, logística e energia reforçam competitividadeNos segmentos de escritórios e logística, os mercados do Sul da Europa continuam a beneficiar de rendas mais competitivas, melhoria na qualidade dos ativos e procura sustentada por setores económicos em crescimento.Outro fator que reforça a atratividade da região é a maior utilização de energias renováveis, que reduz a exposição a choques de preços e permite maior previsibilidade de custos para empresas com elevado consumo energético.Para Jaime Pascual-Sanchiz, CEO da Savills Iberia e responsável pelo Sul da Europa, a região consolidou definitivamente a sua posição no radar dos investidores globais.«O Sul da Europa ganhou uma quota de mercado significativa e está hoje firmemente no radar dos investidores internacionais. O desenvolvimento de ativos de living e os fundamentos sólidos do setor de hospitality, apoiados por uma procura turística estruturalmente forte, reforçam a atratividade da região», sublinha.Com crescimento económico acima da média europeia e uma oferta imobiliária cada vez mais diversificada, o Sul da Europa deverá continuar a afirmar-se como um dos polos mais relevantes para investimento imobiliário no continente.O conteúdo Sul da Europa conquista investidores e reforça peso no imobiliário europeu aparece primeiro em Revista Líder.