Lula enfatiza que dados bons de inflação e emprego ainda são pouco para o povo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva argumentou que apesar dos números positivos ligados ao mercado de trabalho e à inflação, a pauta não é bem avaliada pela população. Para o chefe do Executivo, isso se dá porque, apesar de serem favoráveis, ainda são vistos como pouco para o povo depois de dois mandatos do petista que trouxeram essas benesses para os brasileiros. Esta avaliação foi feita durante entrevista concedida ao podcast brasileiro Calma Urgente! ainda em Barcelona, em viagem para Europa.“Quem governa, tem de levar em conta a existência de um Poder Judiciário, a correlação de forças do Congresso Nacional, a capacidade de organização da sociedade para você construir as coisas”, citou.CONFIRA: Está em dúvida sobre onde aplicar o seu dinheiro? O Money Times mostra os ativos favoritos das principais instituições financeiras do país; acesse gratuitamentePara o presidente, do ponto de vista de conquistas alcançadas, os atuais três anos e quatro meses da atual administração apresentaram um resultado muito maior do que os primeiro e segundo mandato. “A diferença é que naquele tempo era a primeira vez, tá? Então você não tinha nada. Agora, nós tivemos que reconquistar para fazer a mesma coisa, porque eles tinham destruído o que nós fizemos”, apontou.Após citar várias áreas que, segundo o presidente, tiveram de ser reconstruídas, e ganhos para a população, como massa salarial recorde e inflação acumulada em quatro anos no menor nível, Lula concluiu: “Tudo isso, a gente percebe, não é sentido porque isso é pouco diante da necessidade do povo. Eu sei que o povo precisa mais. Eu sei que ele precisa ganhar mais.”Fórum Social MundialDurante a entrevista, Lula da Silva avaliou que a esquerda cometeu erros no Fórum Social Mundial. “No encontro de Porto Alegre, a gente cometeu alguns erros com o Fórum Social Mundial. Primeiro, Porto Alegre deveria ter sido fixado como um lugar central para fazer aquilo, porque passou a ser uma coisa simbólica”, defendeu.Segundo o chefe do Executivo, quando a sede passar por alterações, começa a ter problemas. Outro problema identificado por Lula é o de que o Fórum Social não tinha uma meta. “Eu lembro que a direção do Fórum ficou chateada comigo, porque eu disse que o Fórum parecia mais um shopping center”, recordou.Para o presidente, eventos como este precisam ter sequência. “Você faz um fórum, você decide uma única coisa como meta para aquele ano, até o próximo fórum”, comparou. O chefe do Executivo acredita que, desta forma, há mais engajamento entre os participantes. “A gente tinha reunião, terminava o fórum, cada um voltava para seu mundo, no ano seguinte outra vez no fórum. Outra vez voltava, não fazia nada. Então fracassou”, alegou.Novos anseios do trabalhadorNa entrevista, Lula também avaliou que a esquerda brasileira também precisa aprender a lidar com os novos anseios do trabalhador, após as mudanças nas relações do trabalho. “Não podemos pegar um conjunto de brasileiros e brasileiras que querem trabalhar de um outro jeito e brigar com eles, ou se eles quiserem trabalhar daquele jeito. A opção é tentar mostrar a ele que o que queremos é garantir um sistema de segurança. Nós queremos segurar uma jornada mínima de trabalho. Eles têm que ter uma jornada que não seja escravocrata.”Lula citou como exemplo o caso de entregadores, que não têm a intenção de pagar o INSS, mas que correm o risco de se machucarem durante o trabalho. “Quando a gente é muito jovem, a gente acha que o mundo não vai ter problema nenhum. A gente nem pensa em aposentadoria. Daqui a pouco a gente chega aos 50, começa a pensar.”Big techsO presidente mostrou otimismo em relação ao processo de regulação das Big Techs “da melhor forma possível”, ainda que o debate esteja travado no Congresso Nacional. Para ele, o assunto não pode estar relacionado ao debate de que haveria limites para a liberdade de expressão e nem à promiscuidade.“A regulação, necessariamente, não está proibindo as pessoas de falarem. Não tem nada a ver com liberdade de expressão”, disse. Em outro momento da entrevista, complementou: “A gente tem que ter a regulação, claro. A sociedade ci