A XP Investimentos retomou a cobertura de Pague Menos (PGMN3) com recomendação de compra e preço‑alvo de R$ 8,50 por ação para o fim de 2026, o que representa um potencial de alta de 48% ante o último fechamento. A equipe de analistas liderada por Danniela Eiger aponta três motivos que sustentam a visão positiva para a rede de farmácias. O primeiro deles é a oportunidade que a companhia tem de continuar melhorando a produtividade das lojas, atingindo cerca de R$ 965 mil até o fim de 2026, ante cerca de R$ 860 mil no quarto trimestre de 2025. Somado a isso, a Pague Menos deve seguir se beneficiando da tendência estrutural de GLP‑1 (medicamentos usados no tratamento de diabetes e obesidade, como Ozempic e Wegovy), com o monitoramento da XP indicando aceleração à frente, enquanto o potencial dos genéricos deve se materializar de forma mais relevante apenas em 2027.Por fim, os analistas destacam que a ação negocia a um valuation atrativo, em torno de 10,5 vezes o preço sobre o lucro em 2026.“No geral, vemos a Pague Menos como uma história de auto-ajuda, com tendências estruturais sólidas e momentum de resultados, podendo também atuar como um play de juros, embora as recentes ofertas de ações tenham deixado a alavancagem da companhia em patamares muito mais controlados”, diz a XP. A casa não é a única a olhar com otimismo para a companhia. Também nesta semana, o BTG Pactual também revisou a tese da Pague Menos. Confira: Pague Menos inicia novo ciclo de crescimento e BTG Pactual calcula potencial de 55%; veja O momento da Pague MenosA XP vê continuidade de melhora na produtividade das lojas da Pague Menos por meio de ganhos operacionais, iniciativas estratégicas e do processo de maturação da base. “Como referência, as vendas médias mensais por loja da Pague Menos no quarto trimestre de 2025 foram em torno de R$ 860 mil, cerca de 25% abaixo da RD Saúde (RADL3), em R$ 1,16 milhão”, diz a casa.No modelo da casa, os analistas estimam que as vendas de mesma loja (SSS, na sigla em inglês) da Pague Menos permaneça em patamar de dígitos duplos baixos ao longo de 2026, levando a produtividade média das lojas a cerca R$ 965 mil ao final de 2026.Ainda que o cenário macroeconômico mais pressionado represente um desafio para o poder de compra dos consumidores, especialmente nas regiões Norte, a XP acredita que o posicionamento de preços competitivos da companhia , aliado a uma proposta de valor sólida e a um segmento defensivo, deve mitigar esses riscos. Os analistas seguem otimistas com o potencial dos GLP‑1 à frente, apesar das recentes preocupações de curto prazo dos investidores.