O ataque armado ocorrido durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, no último sábado (25), dificilmente levará o presidente dos EUA, Donald Trump, a repensar sua posição favorável ao porte de armas no país, segundo análise da doutora em Direito Internacional Priscila Caneparo.Durante entrevista à CNN Brasil, a especialista avaliou que, ao contrário do que se poderia esperar, é pouco provável que o incidente mude o posicionamento do político americano sobre o tema. “Acho muito pouco provável que o Trump reacenda esse debate justamente repensando no caráter dessa política pró-armamentista”, afirmou. Leia mais Vídeo do tapete vermelho mostra momento dos tiros em jantar com Trump FBI faz buscas de porta em porta no bairro do suspeito de ataque a tiros Donald Trump: Ninguém me disse que ser presidente era perigoso De acordo com Caneparo, o episódio pode até servir para reforçar o discurso já defendido por Trump. “Acho muito provável que ele vai se utilizar desse destaque para afirmar: se eles [‘criminosos’] podem ter armas, nós também podemos”, explicou a especialista, sugerindo que o político deve aproveitar o ocorrido para “reafirmar os valores e princípios que ele defende”.Contexto mais amplo sobre armas nos EUADurante a entrevista, a especialista também trouxe dados sobre o impacto da política armamentista americana em outros países. “A maioria das armas que vai para o narcotráfico mexicano vem dos Estados Unidos“, destacou Caneparo, contextualizando o debate em uma perspectiva internacional.A doutora ainda mencionou outros problemas relacionados à facilidade de acesso a armas nos EUA, como os frequentes atentados em grandes reuniões e os tiroteios em escolas que ocorrem periodicamente no país. Segundo ela, enquanto democratas argumentam que essa facilidade gera insegurança nacional, republicanos defendem o direito ao porte de armas como forma de proteção. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.