A plataforma de negociação e corretora de criptomoedas (exchange) Foxbit lançou, na noite da última quarta-feira (22), o Foxbit Prime Desk, solução de câmbio internacional com stablecoin voltada a empresas que precisam enviar recursos ao exterior com mais velocidade, menor custo e sem complexidade operacional.De acordo com informações enviadas com exclusividade à equipe do Crypto Times, uma corretora de câmbio já opera a solução em caráter institucional, e a expectativa é ampliar o acesso a outras plataformas nas próximas semanas.A ideia do Prime Desk é fazer a liquidação de operações que necessitem do câmbio de reais para dólares utilizando stablecoins, as criptomoedas atreladas à moeda norte-americana.“O Prime Desk foi desenhado para ser invisível para o cliente. A empresa envia reais no Brasil e a Foxbit executa toda a operação: conversão, liquidação via stablecoin e entrega em dólar na ponta final”, diz a plataforma.“O Prime Desk é nossa aposta para modernizar o câmbio B2B [business to business] no Brasil. Corretoras de câmbio, importadoras, empresas com operações internacionais: todas podem substituir uma estrutura cara e lenta por uma operação única, com liquidação em minutos. A empresa coloca real. Sai dólar. Simples assim”, diz Ricardo Dantas, CEO da Foxbit.A tecnologia está conectada diretamente aos maiores livros de ofertas globais, garantindo acesso ao melhor preço disponível no momento da operação. O resultado é a eliminação de camadas operacionais que hoje são executadas em plataformas distintas, em processos manuais e com custos acumulados ao longo da cadeia.Movimento internacional com stablecoinsVale destacar que os sistemas de trocas internacionais, sendo o mais famoso deles o SWIFT e praticamente o único de nível institucional, foram colocados à prova com a chegada das stablecoins.Isso porque os mecanismos antigos são bastante lentos e caros para as remessas internacionais, algo que tem sido feito de maneira instantânea e com custo reduzido utilizando criptomoedas.Em números, o volume global de transações com stablecoins ultrapassou US$ 4 trilhões em 2025, o que representa uma alta de 83% em relação ao período anterior, segundo dados do TRM Labs.O mercado de remessas internacionais do Brasil cresceu quase 12% entre o final de 2024 e meados de 2025, segundo dados do Banco Central. No segmento B2B, os volumes são ainda mais expressivos: só o maior banco exclusivo de câmbio do país movimentou US$ 67,8 bilhões em 2024.No Brasil, o cenário é ainda mais expressivo: 90% de todo o fluxo de criptomoedas do país já passa por stablecoins, conforme declarou o próprio presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, em fevereiro de 2025.Em linha com a regulaçãoPor falar no Banco Central, a plataforma da Foxbit já nasce em acordo com o novo marco regulatório da autarquia. Em novembro de 2025, o BC publicou as Resoluções 519, 520 e 521, que entram em vigor de forma escalonada ao longo de 2026.Especificamente a Resolução 521 enquadra operações com stablecoins dentro das regras cambiais brasileiras, exigindo identificação das partes, rastreabilidade e contraparte institucional autorizada pelo Bacen.Com o novo marco regulatório do Bacen e a crescente pressão por eficiência operacional, a tendência é de migração estrutural. Pesquisa independente da BVNK com 4.600 usuários em 15 países, publicada em 2026, aponta que transferências via stablecoin custam em média 40% menos do que canais de remessa tradicionais.Por fim, neste primeiro momento, o Prime Desk opera com liquidação em dólar e está disponível para um grupo seleto de clientes institucionais. A expansão para novas moedas, incluindo euro e iene, está prevista nos próximos ciclos de desenvolvimento.