Musk “não entendia muito bem de IA”, diz advogado da OpenAI em contra-ataque a Musk

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A OpenAI iniciou sua defesa no tribunal federal de Oakland nesta terça-feira (28) com um contra-ataque agressivo à imagem de “salvador da humanidade” de Elon Musk. William Savitt, advogado principal da OpenAI – e veterano que já venceu Musk no caso da aquisição do Twitter –, afirmou ao júri que o bilionário não está agindo por altruísmo, mas por ressentimento.“Estamos aqui porque o Sr. Musk não conseguiu o que queria na OpenAI”, disparou Savitt, em trechos reportados pelo The New York Times.“Dor de cotovelo” e o sucesso do ChatGPTPara a OpenAI, o processo é um caso clássico de “dor de cotovelo” (literalmente, o advogado disse “sour grapes”, expressão em inglês usada para quando alguém desdenha de algo por não ter conseguido conquistá-lo). Savitt argumentou que Musk só passou a atacar a empresa e sua estrutura de lucro após o lançamento do ChatGPT e o consequente crescimento da inteligência artificial.Oportunismo: a defesa pontuou que Musk não se opôs ao modelo de lucro até ver o sucesso massivo da ferramenta.Concorrência: antes de entrar com a ação, Musk fundou sua própria empresa de IA com fins lucrativos, a xAI.Insucesso pessoal: “Meus clientes tiveram a coragem de seguir em frente e ter sucesso sem ele. O Sr. Musk não gostou disso”, afirmou o advogado.Musk queria 55% de controle acionárioUm dos pontos mais impactantes da abertura foi a apresentação de e-mails de 2017. As mensagens, enviadas por assessores próximos de Musk (Shivon Zilis e Sam Teller), mostram que o bilionário planejou transformar a OpenAI em uma empresa tradicional sob seu domínio.Na época, a proposta era que Musk detivesse 55% de participação na entidade lucrativa, enquanto Sam Altman ficaria com apenas 7,5%. O plano, que previa o controle total de Musk sobre a operação, foi rejeitado pela liderança da OpenAI.Questionamento técnico e estrutura sem fins lucrativosA defesa da OpenAI também buscou desidratar a autoridade técnica de Musk no setor. Segundo Savitt, o bilionário “não entende muito bem de inteligência artificial”, descrevendo seu conhecimento da infraestrutura técnica como limitado.Além disso, Savitt tentou esclarecer a complexa estrutura da OpenAI para o júri:Controle mantido: a fundação original sem fins lucrativos continua no comando da organização.Impacto social: os bilhões gerados pela operação lucrativa estão sendo redistribuídos para pesquisas em cura de doenças e diversidade econômica.Transparência: enquanto Musk utiliza uma retórica filosófica e elevada, a OpenAI foca em explicar a realidade de sua engenharia societária.O julgamento segue com a presença de figuras influentes, como Ari Emanuel, agente de Hollywood e amigo de Musk, que assistiu à sessão reforçando o apoio ao bilionário após sua própria oferta de compra da OpenAI ter sido rejeitada por Altman no ano passado.O post Musk “não entendia muito bem de IA”, diz advogado da OpenAI em contra-ataque a Musk apareceu primeiro em Olhar Digital.