Motorista de app é indiciado por estupro de vulnerável em MG

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Um homem de 26 anos, motorista de aplicativo, foi indiciado por estupro de vulnerável contra uma jovem de 24 anos durante uma corrida em Belo Horizonte.O inquérito foi concluído pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e remetido à Justiça na última quinta-feira (23) mas divulgado pela Instituição nesta segunda-feira (27).O crime teria acontecido na madrugada de 30 de novembro de 2025, depois que a vítima saiu de um churrasco onde estava com amigos e chamou um carro de aplicativo para voltar para casa, no bairro Serra, região Centro-Sul da capital. Leia Mais Menina de 12 anos dá entrada em hospital após suspeita de estupro em MG Acusado de participação em estupro coletivo se entrega para polícia em MG  Maníaco que perseguia adolescentes se masturbando na rua é preso em Minas Segundo a delegada Larissa Mascotte, a vítima relatou que, por volta de meia-noite, solicitou o serviço de transporte por aplicativo e, durante o trajeto, o motorista passou a fazer perguntas de cunho pessoal e a oferecer substância entorpecente. A jovem disse ter feito uso de medicação ansiolítica ao longo do dia, em razão de quadro de ansiedade e depressão, e recusou as investidas do suspeito.“A vítima relatou que o motorista passou a tocá-la sem consentimento, insistindo em investidas de natureza sexual, tentando retirar suas vestes, e, mesmo diante de sua resistência, imobilizou-a pelas mãos e praticou conjunção carnal no interior do veículo”, informou a delegada, que acrescentou ainda que, ao chegar no endereço de destino, a vítima realizou o pagamento da corrida e depois fez contato com amigos, que a orientaram ir à delegacia para registrar a ocorrência.Para Mascotte, o estado de vulnerabilidade da vítima foi levado em consideração mesmo diante da alegação do acusado de que a aproximação física e a relação sexual com a vítima foram consensuais.“De acordo com o homem, a vítima apresentava comportamento alterado, aparentando ter ingerido bebida alcoólica e encontrava-se ‘grogue’, mencionando inclusive que ela teria dito que consumiu medicação controlada”, pontuou Mascotte ao complementar que “embora a vítima alegue que se encontrava em estado de vulnerabilidade em razão do uso de medicação controlada, tal condição encontra respaldo também no próprio interrogatório do investigado”.Uma das testemunhas ouvidas pela polícia afirmou que a vítima ficou traumatizada com o ocorrido e não consegue mais entrar em carros de aplicativo sozinha e tem medo de encontrar o suspeito ou de ele procurá-la, já que sabe onde ela mora.O inquérito foi concluído pela PCMG com o indiciamento do suspeito por estupro de vulnerável e encaminhado para o Poder Judiciário.