Passarela ou feed?

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A última semana foi marcada pela Rio Fashion Week , como era de se esperar, pelas inúmeras discussões paralelas que acontecem junto a um evento dessa proporção. A questão mais proeminente da vez foi a “substituição” de modelos por influenciadores, especialmente depois do desfile da marca BlueMan.  Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Geovanna Alencar (@alencarzaoficial)Bastidores da BlueMan no Rio Fashion Week | Foto: Reprodução/InstagramO desfile fugiu de vários conceitos do que é esperado para um evento desses. Além de uma diversidade de corpos, contou com danças, músicas e quebra de protocolos. Algo bem diferente de Lenny Niemeyer que fechou o RIOFW com um desfile nos moldes tradicionais. Essa discussão já havia ganhado palco anteriormente, na edição 2025 da São Paulo Fashion Week, que contou com um desfile da LED estrelado por influencers, subcelebridades e ex-BBBs. De um lado, modelos expõem um sucateamento e desvalorização da profissão. De outro, marcas ganham visibilidade, diversidade com a presença de influenciadores digitais. A presença de influenciadores em eventos de moda – na passarela ou na plateia – é incontrolável. Resta saber se essa balança é positiva ou negativa.Lenny Niemeyer optou por um desfile nos moldes tradicionais | Fotos: Reprodução/InstagramPara sustentar minha opinião, cito um ícone da cultura carioca. Para mim, a presença de influenciadores em castings não é melhor, nem pior. É apenas diferente, como diria MC Marcinho. Tudo depende da proposta da marca, da coleção e da preparação que essas pessoas recebem para apresentar a coleção.No jornalismo, sempre reforçamos que a roupa do jornalista não deve desviar da notícia. Acredito que podemos  transferir essa lógica para a moda: os modelos não podem desviar a atenção do foco principal: as peças. Em outra perspectiva, o limite entre a profissão modelo e influencer é uma via de mão dupla. Cada vez mais, modelos passam a fazer de seu lifestyle um negócio nas redes sociais. Sobre os influenciadores, podemos até criticá-los, mas ignorar a sua relevância é cada vez mais difícil.