O Ibovespa (IBOV) caminha para a sexta sessão consecutiva de perdas nesta quarta-feira (29), em dia movimentado por decisões de política monetária no Brasil e nos EUA e reação a balanços corporativos. Por volta de 11h40 (horário de Brasília), o IBOV caía 1,08%, aos 186.589,96. Acompanhe o Tempo Real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "IBOV", "IBOV" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "f7c6744"} ); O que derruba o Ibovespa? O Ibovespa opera em forte queda com a derrocada das ações da Vale (VALE3). As ações da mineradora detém cerca de 11,4% de participação no Ibovespa, a “mais pesada” da carteira do principal índice da bolsa brasileira.Por volta de 11h30, VALE3 registrava perdas de 4,46%, a R$ 80,63, na liderança da ponta negativa do índice e a segunda maior queda do mercado brasileiro. Mais cedo, as ações chegaram a cair 5,26% (R$ 79,89), perdendo o suporte de R$ 80. O papel também é o mais negociado desde o início das negociações. No mesmo horário, VALE3 registrava 27,9 mil negócios, com giro financeiro de R$ 1,273 bilhão.A forte movimentação é uma reação ao balanço do primeiro trimestre (1T26). A mineradora reportou um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano passado, mas abaixo da expectativa dos analistas.Na avalição do Bradesco BBI, os números foram “neutros” do ponto de vista de reação de mercado, mas positivos sob a ótica de execução operacional e consistência da tese.LEIA MAIS EM: Vale (VALE3): Ações caem forte após balanço, com guerra já pesando nos custosAs perdas do Ibovespa, porém, são limitadas por Petrobras (PETR3; PETR4), que avançam quase 2% na esteira da forte valorização do petróleo. Por volta de 11h30, PETR4 subia 1,73%, a R$ 48,34, enquanto PETR3 tinha alta de 1,70%, a R$ 53,70. Os contratos futuros do Brent para julho tinham avanço de 4,89%, a US$ 109,50 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no mesmo horário.Já as ações da Hypera (HYPE3) encabeçam a ponta positiva do Ibovespa, com alta de mais de 3%, também em reação ao balanço do 1T26.Dólar a R$ 5,00Enquanto o Ibovespa cai mais de 1%, o dólar à vista (USDBRL) avança ante o real, acompanhando o desempenho da moeda no exterior. Por volta de 11h30 (horário de Brasília), o DXY, que compara a divisa a uma cesta de seis moedas fortes como euro e libra, subia 0,19%, aos 98.831 pontos. Na comparação com o real, o dólar à vista operava a R$ 5,0004, com alta de 0,35%.Na máxima intradia, o dólar à vista atingiu R$ 5,0069 (+0,49%). new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "USDBRL", "USDBRL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "f1dedc1"} ); O dólar ganha força mesmo com a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionado pelo avanço dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano (os Treasuries) e a abertura da curva de juros brasileira. O mercado aguarda as decisões de política monetária. Nos Estados Unidos, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) deve manter os juros inalterados pela terceira vez consecutiva. A decisão será divulgada hoje às 15h (horário de Brasília).De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado precifica 100% de chance de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% desde a véspera.Os investidores esperam alguma sinalização do Fomc sobre possível choque inflacionário da guerra no Oriente Médio, com a escalada dos preços do petróleo.Essa também é a última decisão do Fed sob o comando de Jerome Powell. O mandato dele deve encerrar em 15 de maio, após oito anos na presidência do BC norte-ameicano.Já no Brasil, a expectativa é de um novo corte na Selic de 0,25 ponto percentual, reduzindo a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.As opções do Copom negociadas na B3 precificavam 90,5% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 2,5% de chance de redução de 50 pontos-base, de acordo com a atualização mais recente, da última segunda-feira (27).