Usiminas (USIM5) vê lucro líquido saltar 166%, a R$ 896 milhões, no 1T26; veja os números

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A Usiminas (USIM5) reportou lucro líquido de R$ 896 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), um avanço de 166% na comparação com o mesmo período em 2025, mostra relatório de resultados divulgado nesta sexta-feira (24). Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o resultado teve um salto de 596% ante os R$ 129 milhões reportados no período. Segundo a companhia, a evolução reflete a melhora do resultado operacional, efeitos cambiais líquidos positivos e um aumento nos créditos por tributos diferidos pela apreciação do real frente ao dólar no período. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia, que mede o desempenho operacional, totalizou R$ 653 milhões no 1T26, um recuo de 11% na comparação anual, mas avanço de 56% ante o último trimestre. A margem Ebitda avançou 0,04 ponto percentual no ano, chegando a 11%. Na comparação trimestral, o avanço é de 4,4 pontos percentuais.Já a receita líquida da companhia chegou a R$ 5,87 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 14% ante o mesmo período em 2025. De acordo com a companhia, o desempenho reflete a queda nas unidades de Siderurgia e Mineração.Outros números da UsiminasNa Siderurgia, a receita líquida recuou 2,3% frente ao quarto trimestre de 2025, resultado da redução de 6,9% nos volumes de venda. Já na mineração, a receita líquida recuou 20,9% em comparação ao trimestre anterior, reflexo da redução de 21% nos volumes vendidos no trimestre. A companhia encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 391 milhões e alavancagem de -0,20 vezes (Dívida Líquida/Ebitda). O Fluxo de Caixa Livre foi positivo em R$ 84 milhões, mesmo com CAPEX de R$ 285 milhões no período.A Usiminas destaca que o primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma mudança relevante na dinâmica comercial do aço no Brasil. Em fevereiro, o governo brasileiro aplicou direitos antidumping sobre as importações de aços laminados a frio e de aços revestidos, medidas aguardadas há longo tempo pelo setor siderúrgico nacional. “Essas ações começaram a alterar de forma significativa o ambiente competitivo, sinalizando maior defesa à indústria doméstica frente a práticas comerciais desleais”, diz a companhia.