Os deputados Lucas Redecker (PSD-RS) e Lindbergh Farias (PT-RJ) debateram, nesta quinta-feira (23), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre a possibilidade do Congresso aprovar o fim da escala 6×1.O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que deve criar e instalar na próxima semana uma comissão especial para a análise da proposta sobre o fim da escala 6×1. A escolha do presidente e do relator desse colegiado deve acontecer nos próximos dias, após a proposta ter sido aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa nesta semana.A relatoria do texto foi do deputado Paulo Asi, do União Brasil, e parte dos parlamentares defende que ele seja mantido nessa função. Além das duas propostas em análise na Câmara, o governo federal também enviou um projeto de lei em regime de urgência para acelerar a tramitação, mas Hugo Motta vem afirmando que tem preferência pela análise por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).Durante debate na CNN Brasil, os deputados Redecker e Farias apresentaram visões divergentes sobre o tema. Redecker afirmou que há “99% de chance” de o fim da escala 6×1 ser aprovado ainda este ano, mas manifestou preocupação com os impactos econômicos da medida.Impactos econômicos em debateO deputado Lucas Redecker alertou para possíveis consequências negativas para empresas, especialmente as de pequeno e médio porte. “Nós temos aí uma previsão de mais ou menos 22% de um custo que vai se elevar para o empregador relacionado aos tributos, ao custo do seu funcionário, podendo chegar até o final do ano a um incremento de 10%”, afirmou.Segundo ele, isso poderia resultar no fechamento de empresas ou no repasse do custo para o consumidor final. Redecker defendeu a criação de alternativas como benefícios fiscais e a discussão sobre a desoneração da folha de pagamento para setores afetados.Avanço civilizatórioEm contrapartida, o deputado Lindbergh Farias classificou a proposta como um “avanço civilizatório” e comparou as críticas atuais a argumentos históricos contra outras conquistas trabalhistas. “Toda vez no Brasil, quando você vai ter um avanço, os argumentos são os mesmos. Para acabar a escravidão, diziam que o fim da escravidão ia quebrar o Brasil. Para criar o salário mínimo, diziam que ia trazer desemprego”, argumentou.Farias criticou a ideia de que o governo deveria subsidiar a mudança: “Não dá para aceitar que queiram usar recursos públicos que são destinados aos mais pobres, educação, saúde pública, para isso. É uma bolsa-patrão”. O deputado defendeu que a proposta do governo, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, estabelecendo a escala 5×2, deve ser aprovada e que o mercado irá se adaptar.O deputado petista também manifestou preocupação com tentativas de “empurrar” a votação para depois das eleições municipais, citando declarações do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e do presidente da União Brasil, Antônio Rueda. Farias alertou ainda para o risco de a tramitação via PEC resultar em uma transição muito longa, frustrando as expectativas da população.Hugo Motta espera a aprovação do texto até o fim de maio ou início de junho deste ano. Após ser votado pela comissão especial, o texto ainda precisará passar por votação no plenário da Câmara. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.