Vendas da Roche caem 5% após impacto cambial superar ganhos com medicamento

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As vendas do primeiro trimestre da farmacêutica suíça Roche caíram 5%, informou a empresa nesta quinta-feira (23), citando efeitos cambiais desfavoráveis que compensaram a solidez do desempenho da divisão farmacêutica.Desde o início da Guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o dólar norte-americano enfraqueceu em relação ao franco suíço. A divisa caiu cerca de 1% este ano, depois de perder cerca de 12% no ano passado, o que pesou sobre as vendas da Roche no exterior.A receita trimestral do grupo, de 14,7 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 18,7 bilhões), ficou em linha com as expectativas médias dos analistas de cerca de 14,7 bilhões de francos, compiladas pela Visible Alpha. A Roche também confirmou as metas para o ano. Leia Mais Correios encerram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões American Express supera expectativas de lucro e receita no 1º tri de 2026 IBM tem lucro líquido de US$ 1,22 bilhão no 1º trimestre fiscal de 2026 As ações da farmacêutica subiram cerca de 2% no meio da sessão de negociações, superando o desempenho do índice de referência do mercado acionário suíço, que ficou estável.A taxas de câmbio constantes, as vendas do primeiro trimestre aumentaram 6%, impulsionadas pelo medicamento para esclerose múltipla Ocrevus e pelo Hemlibra, um medicamento para hemofilia administrado uma vez por mês. As vendas desses produtos aumentaram 6% e 13%, respectivamente, em termos ajustados pela moeda, durante o trimestre.O presidente-executivo da Roche, Thomas Schinecker, informou à mídia que a pílula contra o câncer de mama da farmacêutica, a giredestrant, deve receber a aprovação da agência reguladora dos Estados Unidos, FDA, até o final do ano.A Roche também está tentando se tornar a próxima empresa a entrar no mercado de medicamentos para perda de peso, que é liderado pela Eli Lilly e pela Novo Nordisk.Em março, Schinecker disse que esperava que a empresa suíça estivesse entre as três maiores no mercado de medicamentos para perda de peso.Entretanto, em março, os dados sobre o medicamento para obesidade petrelintide ficaram aquém das expectativas dos investidores. A Roche está desenvolvendo o medicamento com a Zealand Pharma, da Dinamarca.Schinecker afirmou nesta quinta-feira (23) que acredita que o petrelintide ainda pode competir com outros medicamentos à base de amilina em desenvolvimento por rivais devido à sua tolerabilidade. Ele apresentou menos efeitos colaterais gastrointestinais e menos graves nos primeiros testes do que o Wegovy, da Novo Nordisk, e o Zepbound, da Eli Lilly, apesar de os efeitos de perda de peso terem sido menores do que o esperado.