O Bangers Open Air 2026 foi realizado no último sábado (25) e domingo (26), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Durante os dois dias de festival, moradores da região relataram incômodo com o volume do som — o que acabou ganhando repercussão.Entre as principais queixas de quem vive no bairro onde ocorreu o evento, Barra Funda, estão relatos de que o som teria ultrapassado os limites permitidos, a ponto de fazer janelas e lustres tremerem. Em entrevista à TV Globo, o engenheiro ambiental Gabriel Lima Sejismundo afirmou:“A gente teve que fechar tudo, estava um calor insuportável, mais de 30°C. Teve que fechar todas as janelas, e mesmo assim estava tremendo. Vimos o lustre do banheiro e janelas tremerem bastante. Aqui [no condomínio] tem muita criança, pet, e interfere muito na saúde deles. Tenho um medidor de decibéis e registramos picos de 80 dB. Pela ABNT, o limite nesse horário, entre 19h e 22h, é de 60 dB.”Já o publicitário Rodolfo Oliveira dos Santos tentou sair de casa para evitar o contato com o barulho. Contudo, alega que, mesmo com o fim do show da atração principal às 22h, a movimentação do lado de fora continuou a incomodar até de madrugada:“A gente acaba gastando mais para sair de casa — cinema, teatro, jantar — para tentar ter conforto. Isso pesa no orçamento. Mesmo chegando tarde, fui dormir perto da 1h, porque ainda tinha gente animada e o som continuava.”No perfil do Memorial da América Latina, um usuário escreveu na seção de comentários:“E esse festival que está passando do limite estabelecido pela ABNT de decibéis, moro ao lado e durante o dia/noite está chegando a picos de 80 dB, desrespeitando as legislações vigentes.”O volume do som aparentou atingir um dos seus picos durante a apresentação do Arch Enemy, no primeiro dia, entre 20h40 e 21h55. Em resenha para o site IgorMiranda.com.br, Marcelo Vieira destacou:“O som do Hot Stage foi um obstáculo constante na hora e meia de apresentação. A bateria de Daniel Erlandsson, excessivamente alta e processada, engoliu o restante os instrumentos. As guitarras de Michael Amott e Joey Conception e o baixo de Sharlee D’Angelo careceram de definição. O resultado foi um bloco sonoro indistinto, que soterrava nuances essenciais do death metal melódico que se ouve nos discos de estúdio. Em diversos momentos, o público parecia reconhecer as músicas apenas nos refrães, tamanha a dificuldade de identificação nos versos.”Essa não é a primeira vez que o Bangers Open Air recebe reclamações do tipo. Em sua edição de estreia como Summer Breeze Brasil, em 2023, o mesmo aconteceu. À epoca, a organização defendeu-se e declarou em nota que efetuaram a “medição do som durante todo o evento” e que tudo estava “dentro do estabelecido pela lei”.Sobre o Bangers Open AirBangers Open Air é o novo nome do festival antes conhecido como Summer Breeze Brasil. Promovido na Alemanha desde 1997, o evento foi expandido para o Brasil e estreou em 2023, com uma segunda edição em 2024, uma terceira edição em 2025 e, então, uma quarta edição, ocorrida no último sábado (25) e domingo (26), no Memorial da América Latina, em São Paulo.Neste ano, o lineup reuniu artistas e bandas como Angra (em show especial com a reunião da formação do álbum “Rebirth”, estreia de Alírio Netto e despedida de Fabio Lione), Within Temptation, Arch Enemy, In Flames, Smith/Kotzen, Black Label Society, Killswitch Engage, Crypta, Nevermore, Primal Fear, entre outros.Como de praxe, ainda foram realizadas atividades à parte envolvendo gastronomia diversa, uma feira voltada ao terror e tatuagens. Também rolaram sessões de autógrafos e meet & greet com alguns dos músicos, instalação de lojas com produtos ligados à temática principal do festival, bem como merchandising das bandas participantes.Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post Som alto do Bangers Open Air faz moradores do entorno reclamarem apareceu primeiro em Igor Miranda.