Ações de parceiras da OpenAI caem após empresa não atingir metas

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A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, não conseguiu atingir suas metas internas de receita e crescimento de usuários. E isso provocou um efeito dominó no mercado financeiro. O impacto foi imediato para empresas parceiras como SoftBank e Oracle, que viram suas ações caírem após o Wall Street Journal publicar sobre o desempenho abaixo do esperado da OpenAI, segundo a Bloomberg.Esse cenário levanta dúvidas sobre se a startup conseguirá sustentar seus gastos bilionários em infraestrutura enquanto corre para realizar sua estreia na Bolsa de Valores (IPO) ainda em 2026.Os números mostram que o ChatGPT não alcançou o objetivo de um bilhão de usuários ativos semanais, meta projetada para o final de 2025. Essa desaceleração ocorre num momento de concorrência feroz: o Gemini, do Google, e o Claude, da Anthropic, registraram crescimento acelerado e têm abocanhado fatias importantes do mercado, especialmente nos setores corporativo e de programação.Desaceleração de crescimento do ChatGPT gera tensão interna e derruba ações de parceiros da OpenAIO mercado financeiro reagiu com pessimismo à interrupção do ritmo de crescimento da OpenAI. As ações do SoftBank despencaram até 11% em Tóquio, enquanto empresas como Oracle, AMD e CoreWeave recuaram cerca de 3% nos Estados Unidos. Enquanto um grupo de empresas ligadas à Alphabet (dona do Google) saltou mais de 300% desde o final de 2024, as companhias associadas à OpenAI valorizaram 75% no mesmo período.Essa diferença sinaliza que investidores estão cada vez mais cautelosos sobre o retorno real desses investimentos massivos.Nos bastidores, os resultados negativos expuseram um racha na liderança da startup. ChatGPT não alcançou o objetivo de um bilhão de usuários ativos semanais, meta projetada para o final de 2025 – Imagem: Yarrrrrbright/ShutterstockO CEO da OpenAI, Sam Altman, mantém uma estratégia agressiva, tendo firmado compromissos de gastos de aproximadamente US$ 600 bilhões (aproximadamente R$ 3 trilhões) para garantir capacidade de processamento. No entanto, a diretora financeira (CFO), Sarah Friar, manifestou preocupação de que a empresa não consiga honrar esses contratos se a receita não crescer no ritmo esperado.Sarah defendeu um controle de custos mais rígido e a suspensão de projetos menos lucrativos, como o aplicativo de vídeo Sora.Essa divergência de visões impacta diretamente os planos de levar a OpenAI ao mercado de ações. A CFO alertou a diretoria que a companhia ainda não possui os controles internos e os rigorosos padrões de transparência exigidos para uma empresa pública. Além disso, a startup lida com um vácuo de liderança inesperado, após o afastamento médico da vice-presidente Fidji Simo. Isso complica a organização necessária para um IPO de alto risco.O CEO da OpenAI, Sam Altman, enfrenta batalha jurídica contra Elon Musk – Imagem: FotoField/ShutterstockPara agravar a situação, a OpenAI enfrenta uma batalha jurídica contra Elon Musk. O bilionário tenta remover Altman do comando e reverter a transformação da empresa numa entidade com fins lucrativos. Diante da pressão, a startup tem focado esforços em produtos que já mostram resultados, como a ferramenta para programadores Codex. E no lançamento do modelo GPT-5.5, que superou diversos testes de desempenho da indústria.Apesar dos desafios, a OpenAI defende que sua vantagem estratégica reside na maior disponibilidade de potência computacional em comparação a rivais como a Anthropic. Contudo, a empresa estima que irá consumir os US$ 122 bilhões (R$ 611 bilhões) captados em sua última rodada de investimentos em apenas três anos. Agora, a startup corre contra o tempo para provar a investidores que a demanda por IA é sólida o suficiente para justificar o altíssimo custo de manutenção de sua tecnologia.O post Ações de parceiras da OpenAI caem após empresa não atingir metas apareceu primeiro em Olhar Digital.