A cantora Taylor Swift acionou o Escritório de Patentes e Marcas dos EUA (USPTO) recentemente para registrar sua voz e imagem como marcas comerciais. A iniciativa, movida por meio da empresa TAS Rights Management, tenta criar uma barreira jurídica inédita contra o avanço de deepfakes e o uso não autorizado de sua identidade por ferramentas de inteligência artificial (IA).Ao registrar clipes de áudio e fotografias específicas, a equipe de Swift busca ferramentas de proteção em nível federal, indo além das leis estaduais de “direito de publicidade”. A estratégia segue o precedente aberto pelo ator Matthew McConaughey. No começo de 2026, o artista se tornou o primeiro grande nome de Hollywood a utilizar o direito de marcas para blindar sua persona contra replicações sintéticas.Registro de marca preenche lacuna deixada por direitos autorais tradicionaisOs pedidos de registro incluem dois clipes de áudio nos quais a artista introduz seu álbum mais recente, The Life of a Showgirl, para as plataformas Amazon Music Unlimited e Spotify. Além da voz, Swift incluiu uma imagem capturada durante a Eras Tour, detalhando características visuais marcantes: ela segura uma guitarra rosa e veste um body iridescente sob luzes roxas. O objetivo é estabelecer esses elementos como identificadores únicos da “marca” Swift. Isso facilita a derrubada de conteúdos gerados por IA que mimetizem tais traços.O advogado especializado em propriedade intelectual, Josh Gerben, explicou, numa postagem em seu blog, que essa é uma manobra para cobrir um “ponto cego” legal.Os pedidos de registro incluem dois clipes de áudio nos quais Taylor Swift introduz seu álbum mais recente, The Life of a Showgirl, para plataformas de streaming – Imagem: DivulgaçãoEnquanto a Lei de Direitos Autorais protege músicas gravadas, ela raramente protege o timbre vocal em si. Com o registro de marca, Swift pode processar criadores de conteúdo por imitações que sejam consideradas “confusamente semelhantes” ao original. “Historicamente, os cantores dependiam das leis de direitos autorais para proteger suas gravações”, escreve o advogado. “Mas as tecnologias de IA agora permitem que os usuários gerem conteúdo totalmente novo que imita a voz de um artista sem copiar uma gravação existente, criando uma lacuna que o registro de marcas pode ajudar a preencher.”A medida é uma resposta direta a uma série de ataques digitais sofridos pela cantora. Nos últimos meses, Taylor Swift foi alvo de anúncios fraudulentos de utensílios domésticos e deepfakes pornográficos que inundaram as redes sociais. Além disso, a artista enfrentou o uso de sua imagem em fotos manipuladas compartilhadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriam um falso apoio político.(Essa matéria também usou informações de BBC, Reuters e Variety.)O post Taylor Swift registra voz e imagem como marca nos EUA para se proteger da IA apareceu primeiro em Olhar Digital.