Prévia da inflação acelera para 0,89% em abril, puxada por alimentos e combustíveis

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A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), acelerou e atingiu 0,89% em abril, impulsionada principalmente pelo aumento no preço dos alimentos e dos combustíveis. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Com o resultado, o IPCA-15 mostra um avanço expressivo em comparação ao mês anterior, quando a taxa foi de 0,44%. Agora, o indicador acumula uma inflação de 2,39% no ano e chega a 4,37% na soma dos últimos 12 meses.Dos nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IBGE, os gastos com alimentação e locomoção foram os que mais pesaram no bolso do brasileiro. O grupo Alimentação e Bebidas subiu 1,46%, enquanto o setor de Transportes avançou 1,34%. Somados, esses dois grupos responderam por 65% de toda a inflação do mês.O terceiro setor que mais encareceu o custo de vida foi o de Saúde e Cuidados Pessoais (0,93%), reflexo direto do reajuste anual de até 3,81% autorizado pelo governo para o preço dos medicamentos a partir de 1º de abril.Confira a variação mensal dos preços por grupos:Alimentação e bebidas: 1,46%;Transportes: 1,34%;Saúde e cuidados pessoais: 0,93%;Vestuário: 0,76%;Artigos de residência: 0,48%;Comunicação: 0,48%;Habitação: 0,42%;Despesas pessoais: 0,32%;Educação: 0,05%;Fazer feira e ir ao mercado encareceramA principal pressão dentro do orçamento alimentar veio das compras consumidas em casa. A chamada “alimentação no domicílio” acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril.O clima e os ciclos de colheita afetaram diretamente os hortifrútis. Os itens que mais encareceram nas prateleiras foram:Cenoura: +25,43%;Cebola: +16,54%;Leite longa vida: +16,33%;Tomate: +13,76%;Apesar do susto na sessão de vegetais e laticínios, alguns produtos deram um pequeno alívio aos consumidores, com quedas nos preços da maçã (-4,76%) e do café moído (-1,58%). Comer fora de casa também ficou ligeiramente mais caro, com lanches e refeições registrando altas de 0,87% e 0,65%, respectivamente.Gasolina volta a assustar no transporteA conta de Transportes subiu de forma acentuada influenciada pelo encarecimento direto dos combustíveis. O subgrupo de combustíveis saiu de uma queda leve em março (-0,03%) para um salto de 6,06% neste mês.Apenas a gasolina ficou 6,23% mais cara, tornando-se o item de maior impacto individual em toda a inflação de abril.Na contramão, quem viajou de avião sentiu o preço mais baixo. Em cidades como Brasília, a queda no custo das passagens aéreas chegou a superar a marca de 10%, ajudando a evitar que o índice geral de inflação fosse ainda maior.