O pré-candidato ao Planalto e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse nesta terça-feira (28) que o Supremo Tribunal Federal (STF), no passado, era uma instituição respeitada, uma espécie de “bombeiro das crises”, mas tem atualmente sido “incendiário” e funciona como um “balcão de negócios”. A declaração foi dada em entrevista ao programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan News.Perguntando sobre mudanças que promoveria no STF, Zema afirmou ser necessário mudar a forma de selecionar os ministros da Corte. O pré-candidato citou de exemplo como são apontados os desembargadores aos tribunais federais. Ele contou que, enquanto governador de Minas Gerais, recebia uma lista tríplice para fazer a sua indicação.“O Ministério Público Federal, a Procuradoria-Geral de Justiça, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outros entes possam estar participando para que o presidente não tenha tanta liberdade“, declarou.Zema falou que também colocaria uma idade mínima de 60 anos para o ingresso no Supremo. Para o ex-governador, um ministro deveria ser “equivalente” a um pontífice. “Não se vê papa de 35 anos, geralmente é alguém que teve uma trajetória longa”. O pré-candidato classificou a entrada no STF como um “coroamento da carreira”.O ex-chefe do Executivo mineiro ainda disse que acabaria com as decisões monocráticas de ministros, além de a abertura de processo de impeachment contra magistrados depender da presidência do Senado.