O plano inicial da Flash era crescer de forma disciplinada, usando capital próprio e apoio de pessoas próximas. Mas a velocidade da operação mudou a rota da companhia. O mercado percebeu cedo que havia algo diferente acontecendo e o dinheiro começou a chegar.Pedro Lane, cofundador da startup, afirma que a empresa não nasceu pensando em grandes rodadas. O cenário mudou quando investidores passaram a procurar a startup espontaneamente. “O fato é que um dos nossos parceiros, no começo da Flash, tava levantando dinheiro no mercado de venture capital. A gente já tava na apresentação deles e os investidores que tavam ancorando aquela rodada daquela empresa se interessaram pela Flash. Esses fundos bateram na nossa porta”, afirma.A primeira rodada abriu espaço para novos aportes. Depois vieram investidores ainda maiores, acompanhando a execução acelerada do negócio. “Em setembro de 20, a gente vinha explodindo de crescimento. Fizemos a nossa rodada, a Série B, na qual a gente levantou 20 milhões de dólares com Tiger Global, que é um dos maiores fundos de investimento do mundo gigantesco, hedge fund gigantesco, que nos dá a capital pra continuar acelerando ainda mais”, afirma. Nos anos seguintes, a aceleração continuou e em todos os sentidos. Para Lane, o volume captado superou qualquer expectativa inicial. “Fomos crescendo muitas vezes até levantar 100 milhões de dólares. Nunca imaginei na minha vida que a gente pudesse acessar essa montanha de capital. É mais dinheiro que eu imaginei levantar a minha vida inteira. Esse negócio vai ser o futuro desse mercado”, lembra Lane.O executivo participou do programa Do Zero ao Topo, e contou mais detalhes de como foi o nascimento da empresa, os momentos mais difíceis e o crescimento em pouco tempo.Leia também: Demitido e sem plano de empreender: como a Ceopag nasceu da crisePandemia virou catalisadorSe para muitas empresas a Covid-19 representou freio, para a Flash o período funcionou como catalisador. Com o avanço do trabalho remoto, companhias passaram a buscar benefícios mais aderentes à nova rotina dos funcionários.“O que mais ele precisa? Agora, ele precisa de um benefício que realmente atenda as necessidades dele”, afirma. “A gente vinha explodindo de crescimento. A gente dobrava todo mês de número de clientes.”A tese da startup ganhou força e a demanda disparou. O impacto também foi interno. A Flash precisou reforçar equipes, ampliar estrutura e acelerar contratações para acompanhar a expansão.“A companhia saiu de 35 pessoas em 15 de março de 2020 para quase 1.300 funcionários hoje. A gente é uma empresa de produto, tecnologia e vendas”, diz Lane.Ele destaca ainda que o crescimento exigiu musculatura operacional em diversas frentes, de vendas a tecnologia. Mesmo após atingir escala nacional e consolidar novas frentes de atuação, para o fundador a jornada só está no começo.“O fato é que a Flash construiu algo grande sobre qualquer métrica hoje, mas a gente ainda tá muito no nosso começo. Em 7 anos você não constrói nada. Você começa a pavimentar para a construção de alguma coisa possivelmente relevante”, diz. Para saber mais detalhes sobre a criação e estratégia da Flash veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Castbox e Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post De 35 a 1.300 funcionários em 6 anos: os bastidores da escalada da Flash appeared first on InfoMoney.