Sem surpresas positivas nos balanços? Especialista aponta cautela nas expectativas para o 1T26

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Donald Trump prorrogou o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, mas o acordo ainda é considerado frágil, com novos ataques no Estreito de Ormuz. No Brasil, o mercado volta as atenções para a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026, que começa nesta semana e deve ditar o humor dos ativos nos próximos dias.No Giro do Mercado, a jornalista Giovana Leal recebe David ZaRav, economista da Safira Investimentos, para comentar os principais destaques do dia (22).Temporada de balanços do 1T26 é o foco do mercadoO principal evento no radar dos investidores brasileiros neste momento é o início da divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026. Após uma sequência recente de desempenho acima das expectativas, o mercado adota postura mais cautelosa para os próximos números, segundo ZaRav.“Acredito que após uma sequência boa de superação de expectativas nos últimos balanços, o momento agora é de maior cautela em relação aos próximos resultados, com exceção do setor de petróleo, que está se superando até para o 2T26”, afirma.Ele destaca ainda que o setor de petróleo segue como um dos pontos mais fortes da temporada, com expectativa positiva para geração de resultados e dividendos, especialmente no caso da Petrobras (PETR4).Guerra Irã e EUANos mercados globais, os ativos operam de forma mista nesta quarta-feira, refletindo a instabilidade geopolítica. O petróleo chegou a subir e opera próximo da casa dos US$ 100 o barril.De acordo com ZaRav, o cenário segue de cautela. “A guerra está sendo prolongada muito mais do que imaginávamos. O impacto é global, principalmente do ponto de vista da inflação. Com o Trump é uma caixinha de surpresas”, afirmou.Segundo ele, o mercado já demonstra certa “fadiga” com a volatilidade do conflito, o que limita reações mais fortes nos preços do petróleo sem novos eventos relevantes. “Isso é muito ruim para a economia global, porque afeta energia, inflação e a própria possibilidade de cortes de juros”, disse.No cenário doméstico, o Ibovespa chegou a operar em queda pela manhã, mas o analista avalia que o desempenho recente da bolsa brasileira ainda é relativamente resiliente frente a outros mercados, especialmente desde o início do conflito no Oriente Médio.*Com supervisão de Juliana Américo