México captura sucessor de ‘El Mencho’, líder de cartel morto em fevereiro

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Autoridades mexicanas capturaram nesta segunda-feira (27) em uma operação com a participação de centenas de militares, um dos sucessores de Nemesio “El Mencho” Oseguera, fundador do poderoso Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), enquanto tentava fugir por um sistema de drenagem. A captura de Audias Flores Silva, um dos homens mais próximos de Oseguera, no estado de Nayarit, limítrofe com Jalisco, levou as autoridades locais a pedirem à população através do Facebook que permanecesse em casa diante da possibilidade de novos bloqueios e ações violentas.Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de 5 milhões de dólares (R$ 24,8 milhões) por Flores Silva. Segundo o centro de análise Insight Crime, o líder criminoso despontava como um dos sucessores do fundador do CJNG. Apelidado de “El Jardinero”, foi “o braço direito” de Oseguera até sua morte, disse à AFP David Saucedo, especialista em segurança.Também ficou encarregado de negociar em nome de Oseguera uma aliança entre o CJNG e “Los Chapitos”, a facção do Cartel de Sinaloa comandada pelos herdeiros de Joaquín “El Chapo” Guzmán, acrescentou Saucedo, citando fontes de inteligência de Estados Unidos e México.Flores Silva esteve preso por cinco anos nos Estados Unidos e foi libertado em 2016. Segundo a informação difundida por autoridades mexicanas, controlava vários laboratórios de metanfetaminas em Jalisco e no estado vizinho de Zacatecas.Morte de El MenchoNemesio ‘El Mencho’ Oseguera, fundador do cartel mais poderoso do México morto em fevereiro │Divulgação / Departamento de Estado dos EUAEl Mencho morreu, aos 59 anos, em fevereiro após ser ferido por soldados durante uma operação em Jalisco, o que resultou em um motim criminoso no qual os capangas de “El Mencho” queimaram veículos para bloquear vias em 20 dos 32 estados do país.Fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), transformou-o no cartel mais poderoso do México por meio do uso da violência, desafiando o governo. Ele era considerado o último dos grandes narcotraficantes do país desde a prisão e o encarceramento nos Estados Unidos dos fundadores do Cartel de Sinaloa, Joaquín “El Chapo” Guzmán e Ismael “Mayo” Zambada. Washington havia oferecido uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura.