O Mandato Coletivo JuntOz, da Câmara de Osasco, protocolou nesta segunda-feira (27) uma ação no Ministério Público de São Paulo para investigar a responsabilidade da Prefeitura de Osasco no descarte de cerca de 40 mil livros da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato.Segundo o coletivo, o acervo era formado integralmente por doações e considerado o maior da região Oeste da Grande São Paulo.Na representação, os autores pedem apuração de possível negligência com o patrimônio cultural do município, além de eventuais crimes contra o patrimônio público e responsabilização dos envolvidos. Leia Mais Buraco "fake": MP analisa denúncias contra prefeito de Sorocaba (SP) Veja quem são os investigados por desvio de R$ 50 milhões do Fundeb STJ determina retorno de prefeito de São Bernardo do Campo (SP) ao cargo MP vai apurar uso exclusivo de livro digital em escolas | CNN PRIME TIME Após a justificativa da administração municipal de que os livros estariam contaminados por fungos, o coletivo informou ter solicitado que a prefeitura apresente o laudo técnico que comprove a contaminação e a necessidade do descarte, a lista detalhada dos livros enviados ao lixo e um plano de reposição imediata do acervo.No pedido final, os representantes requerem a instauração imediata de inquérito civil público, ou procedimento preparatório, para apurar a responsabilidade do prefeito Gerson Pessoa e de secretários municipais de Cultura pela omissão na guarda e pelo descarte do acervo.https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-27-at-21.42.47.mp4O grupo também solicita recomendação administrativa de urgência para que a Prefeitura de Osasco suspenda qualquer novo descarte de livros da Biblioteca Monteiro Lobato, lacre as caçambas remanescentes e recupere o material ainda não retirado.Outra medida pedida é a adoção de ações de conservação dos exemplares recuperáveis, além da abertura de inquérito policial para investigar possíveis crimes como dano qualificado, peculato e infração contra o patrimônio cultural.Os representantes ainda pedem laudo pericial de urgência nos livros descartados e resgatados para verificar a existência de contaminação por fungos.A CNN Brasil entrou em contato com a Prefeitura de Osasco e aguarda retorno.