À CNN, Simone Biles revela como irá decidir sobre participação na Olimpíada

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50%. Com pouco mais de dois anos pela frente, essa é a chance que Simone Biles atribui à sua participação na Olimpíada de 2028, em Los Angeles.A ginasta mais condecorada de todos os tempos já declarou anteriormente que estará nos Jogos “de alguma forma”. Leia Mais Olimpíada de 2028 abre vendas com marca milionária de ingressos comprados "Não tenho certeza de que forma estarei lá", diz Biles sobre Olimpíada 2028 Olimpíada de 2032 mantém rio com crocodilos para provas de remo; entenda Agora, em entrevista à CNN, Biles ofereceu um lampejo de esperança a milhões de fãs ao redor do mundo que desejam vê-la se apresentar pela última vez.Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por CNN (@cnn)“Sinto que ainda estamos em 50% e que o tempo está se esgotando, já que estamos quase na metade de 2026”, diz a atleta de 29 anos, falando na recente cerimônia do Laureus World Sports Awards, em Madri.“Vamos ter que tomar essas decisões bem rapidamente.”A medalhista olímpica 11 vezes está atualmente fazendo uma pausa no esporte para, como ela mesma diz, permitir que seu corpo se recupere. Ela espera começar a praticar Pilates e yoga em breve, mas ressalta que “é até onde cheguei por enquanto”.Qual é, então, a principal consideração de Biles ao ponderar uma possível quarta participação nos Jogos de Verão?“A saúde mental tem um papel muito importante nisso porque, fisicamente, meus treinadores vão me deixar em forma”, ela explica.“Eu mesma posso me colocar em forma. Acreditamos nessa capacidade. Somos muito gratos por eu ainda estar saudável.”Ginasta norte-americana Simone Biles segura medalha de ouro conquistada no salto durante a Olimpíada Paris 2024 • 03/08/2024 REUTERS/Amanda Perobelli“O mental é algo enorme e exige muita dedicação, porque o caminho não é fácil. É longo, mas ainda assim é trabalho.”Autenticidade e sinceridadeBiles tem compartilhado de forma aberta e honesta suas dificuldades com a saúde mental desde que se afastou da ginástica após os tumultuados Jogos Olímpicos de Tóquio.Lá, um bloqueio mental conhecido como “the twisties” a forçou a se retirar de várias provas, incluindo a final por equipes femininas.É um momento que ela reflete como tendo sido “fundamental” — não apenas para ela, mas para a conversa mais ampla tanto dentro do esporte quanto na vida cotidiana.“Sinto que isso mostrou minha autenticidade, porque todo mundo achava que eu era um robô, que ela não é real, mas é que, no fundo, sou igual a vocês. Sou real”, ela diz com franqueza.“Isso me proporcionou a terapia que eu merecia, e ainda estou em terapia atualmente. Tive muita ajuda e meu grupo principal foi muito útil em me fazer entender que é normal as pessoas passarem por isso e que você é apenas humana”, disse.“As ginastas não são vistas como pessoas que têm fraquezas, e aquela foi a primeira vez que uma fraqueza foi exibida em um palco global como aquele. Hoje, encaro isso como coragem e não tanto como uma fraqueza.”Ginasta norte-americana Simone Biles durante a final do salto na Olimpíada Paris 2024 • 03/08/2024 REUTERS/Hannah MckayRetribuindo o apoioAssim como Biles tem sua rede de apoio, ela tem se empenhado em retribuir isso a seus companheiros olímpicos americanos.Após o fim dos Jogos de Paris e a conclusão de sua turnê americana Gold Over America, ela aproveitou um tempo longe do esporte.Biles, no entanto, foi uma espectadora assídua nas recentes Olimpíadas de Inverno em Milão-Cortina. Ela assistiu ao patinador artístico Ilia Malinin vivenciar sua própria versão dos “twisties”.O “Quad God” era o claro favorito à medalha de ouro na competição individual masculina, mas viu esses sonhos se desfazerem, caindo duas vezes e não conseguindo executar seu característico axel quádruplo durante o programa de patinação livre.Biles revelou que se encontrou com o jovem de 21 anos após sua apresentação para oferecer apoio.Ela também esteve em contato com Lindsey Vonn, a quem descreve como “inumana”, após a atleta de 41 anos sofrer uma fratura na perna após uma queda grave na competição de descida feminina.“Eu gostaria que mais atletas tivessem falado sobre o que estavam passando quando eu ainda estava competindo”, ela diz.“Havia Naomi Osaka, Kevin Love, mas eram muito poucos os que falavam sobre saúde mental e o que estavam passando. Esses foram meus guias, e isso realmente me ajudou a falar sobre o assunto.”“Então, agora, ao ouvir esses atletas mencionarem meu nome, é como: ‘uau, estamos progredindo, estamos promovendo mudanças, estamos sendo uma voz e uma liderança’, então isso significa o mundo para mim.”Simone Biles, Rebeca Andrade e Jordan Chiles no pódio da final do solo • Reprodução/InstagramEspalhando a mensagemE não é apenas no domínio olímpico que reside a paixão de Biles por normalizar a conversa sobre saúde mental.É uma causa que agora também abraça o mundo do futebol americano, graças ao seu marido Jonathan Owens, que recentemente assinou um contrato de um ano com o Indianapolis Colts para sua nona temporada na NFL.“Eu sei a pressão que ele sente”, ela diz.“O mental precisa ser tão forte quanto o físico… Meu marido faz terapia. Ele vai falar sobre o quanto sabe que isso é importante.”“Ele diz aos rapazes: “Ei, não há vergonha nisso. Temos esses recursos, devemos usá-los, e a longo prazo isso vai nos ajudar.””Biles diz estar “muito orgulhosa do progresso” que viu ele alcançar na NFL e espera que suas respectivas jornadas possam apoiar suas ambições pessoais e profissionais compartilhadas.Simone Biles e Jonathan Owens • Reprodução/Instagram“Sou dedicada a assistir meu marido realizar seus sonhos”, ela explica.“É muito bom poder comparar e saber que ainda estamos passando por momentos difíceis, mas ainda podemos realizar grandes coisas, e ser um apoio um para o outro é realmente o mais importante.”À CNN, Simone Biles exalta rivalidade com Rebeca Andrade na ginástica