A OpenAI vai revisar os termos contratuais do acordo firmado com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, anunciou o CEO Sam Altman na segunda-feira (2). As mudanças ocorrem após a colaboração ser recebida com desconfiança pelo público e em meio ao aumento no número de desinstalações do ChatGPT.“Estamos trabalhando com o Departamento de Guerra para fazer algumas adições ao nosso acordo para tornar nossos princípios mais claros”, afirmou Altman em publicação no X. No post, o executivo resumiu os pontos que devem ser incluídos na documentação, como o respeito à Quarta Emenda da Constituição dos EUA e a reafirmação de que o órgão entende o trecho como uma proibição ao uso da tecnologia da OpenAI para monitoramento doméstico.Leia mais: OpenAI faz US$ 1 bilhão só com "empréstimo" de tecnologia para clientesDentre os novos termos, a OpenAI exige que o sistema de IA não seja utilizado intencionalmente para vigilância interna de cidadãos e nacionais dos EUA.Altman declarou considerar “fundamental proteger as liberdades civis dos americanos”. Segundo ele, houve grande atenção pública a esse aspecto, o que motivou a empresa a tornar suas diretrizes ainda mais explícitas. “Assim como tudo o que fazemos com a implementação iterativa, continuaremos aprendendo e aprimorando conforme avançamos”, disse.Here is re-post of an internal post:We have been working with the DoW to make some additions in our agreement to make our principles very clear.1. We are going to amend our deal to add this language, in addition to everything else:"• Consistent with applicable laws,…— Sam Altman (@sama) March 3, 2026 Restrições às agências do departamentoNa mesma publicação, Altman ressaltou que o Departamento de Guerra afirmou que os serviços contratados não serão utilizados por agências de inteligência, como a Agência de Segurança Nacional (NSA). De acordo com ele, qualquer uso por essas agências exigiria alterações adicionais nos termos do contrato.O executivo reforçou que a OpenAI pretende atuar dentro de processos democráticos e reconhece que decisões estruturais sobre a sociedade cabem aos governos. Ao mesmo tempo, afirmou que a empresa busca participar do debate.“O processo democrático deve permanecer no controle e precisamos democratizar a IA. A OpenAI não deve decidir o destino do mundo; nenhuma empresa privada deveria. Precisamos trabalhar com os governos, mas também precisamos garantir que os indivíduos tenham cada vez mais poder”, declarou.Comentários continuam negativosApesar do anúncio das revisões, as respostas com maior engajamento na publicação de Sam Altman permanecem majoritariamente críticas. Usuários questionam a decisão da OpenAI e apontam preocupação inclusive com a menção direta à NSA no comunicado.A reação acontece desde o anúncio inicial do acordo entre a OpenAI e o Departamento de Guerra dos Estados Unidos. A empresa concordou em fornecer tecnologia ao órgão estadunidense, pouco depois de a Anthropic ter recusado proposta semelhante — com termos, em tese, bastante próximos.Quer acompanhar os desdobramentos dessa parceria e os impactos no mercado de inteligência artificial? Siga o TecMundo nas redes sociais e fique por dentro das principais movimentações do setor.