O pioneiro Nick Szabo, famoso libertário cypherpunk apontado como possível Satoshi Nakamoto, afastou os temores sobre o impacto da inteligência artificial na segurança do Bitcoin nesta segunda-feira (2). O debate surgiu na rede social X após publicações sobre a conversão de fazendas de mineração em data centers de IA.A discussão começou com a análise de um artigo financeiro sobre o futuro das empresas do setor de infraestrutura. O texto previa a adaptação de galpões para abrigar servidores de nuvem corporativa e alocar programas de inteligência artificial.Uma usuária da plataforma questionou essa transição estrutural e marcou o perfil de Szabo. Ela lembrou que as máquinas específicas do Bitcoin (ASICs) possuem funções exclusivas e não substituem os aglomerados de placas de vídeo (GPUs) exigidos pelos novos cálculos em alta escala.“Uma novidade: data centers construídos para a mineração de bitcoin passarão por conversão para atender clientes corporativos de nuvem e IA. Como se os ASICs para cálculo de hash fossem fungíveis com enormes clusters de GPU para computação de IA! BitGo e BitDeer sabem que eles não são plug and play. Nick?“, escreveu uma internauta na rede social.“Bitcoin segue seguro como sempre”, lembra Nick SzaboCitado, o criador do conceito de contratos inteligentes interveio na conversa para explicar a resiliência do código. Szabo declarou que a rede descentralizada mantém sua proteção intacta sob qualquer cenário de mudança na distribuição das máquinas.“Isso, no pior dos cenários, causará um declínio no crescimento da taxa de hash, que sofre uma influência muito maior do preço do bitcoin do que desse tipo de consideração“, argumentou Szabo em sua resposta.O especialista detalhou que a barreira de defesa do sistema funciona como um cálculo contínuo de despesas corporativas. Um aumento amplo nos gastos de operação para todos os empresários pode causar a desaceleração ou a queda temporária do poder de processamento.“A segurança da taxa de hash é uma função de custo relativo: se os custos de mineração subirem para todos, a taxa de hash pode desacelerar ou até declinar, mas o Bitcoin permaneceria tão seguro quanto sempre“, disse o criptógrafo.Migração geográfica e adaptação de infraestrutura como visto no passadoA dinâmica de sobrevivência do minerador exige a busca por matrizes de energia com tarifas baixas. O operador adapta sua estrutura aos recursos disponíveis na região para garantir a margem de lucro de sua fazenda de servidores.“Se eles sobem para alguns e não para outros, os mineradores vão se mudar para a jurisdição mais barata, como já fizeram muitas vezes antes“, avaliou Szabo sobre a teoria da migração dos centros de dados. Esse movimento geográfico ocorreu diversas vezes na história do protocolo após imposições de governos locais sobre o uso de eletricidade.Szabo encerrou sua análise com a indicação do único fator capaz de gerar um sinal de alerta técnico na comunidade. “Apenas um movimento de custo muito repentino seria motivo de preocupação“.Nick Szabo não acredita que IA vá prejudicar o bitcoin (Foto/X).A moeda digital preserva sua arquitetura sem falhas de segurança contra mudanças de narrativa e concorrência por espaço físico. O ecossistema financeiro prova a robustez de suas engrenagens por meio de incentivos de mercado e cálculos matemáticos precisos.Fonte: Cypherpunk libertário Nick Szabo descarta ameaça da IA à segurança do BitcoinVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.