FIIs sob tensão: XP Asset vê petróleo e inflação como risco à Selic; entenda

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A escalada das tensões no Oriente Médio tornou-se o principal fator de risco para os fundos imobiliários de desenvolvimento da XP Asset. A gestora alerta que o conflito pode gerar pressão inflacionária global, principalmente via petróleo, comprometendo a queda da taxa de juros no Brasil.Apesar da cautela, a gestora mantém um otimismo moderado, indicando que o corte de juros pelo Copom na reunião de 17 e 18 de março deve ocorrer. A desaceleração da economia no final de 2025, com crescimento de apenas 0,1% no PIB, reforça a necessidade de baixar os juros, o que favorece o mercado de fundos imobiliários.A expectativa é que, a partir do segundo trimestre de 2026, o mercado ganhe fôlego e liquidez, beneficiando fundos que vendem apartamentos, lotes e galpões logísticos.Veja mais: Fundos agro da XP passam ilesos por 2025 com alta de mais de 40% na cotaE também: XP Asset vê valorização do fundo de infraestrutura XPIE mesmo com juros nas máximasFundos Logísticos: Vacância Zero e Vendas à VistaNo setor de galpões, a XP Asset destaca o fundo XPEX11 (XP Exeter Desenvolvimento Logístico). O fundo possui ativos em Brasília e Contagem (MG). O cenário é muito positivo: em Belo Horizonte, a vacância é de apenas 0,4% – ou seja, quase não há espaços vazios.O galpão de Brasília já está totalmente alugado para uma grande plataforma de e-commerce. Em Contagem, as obras terminam em março e a locação deve ocorrer no segundo trimestre de 2026. A meta da XP Asset é vender esses ativos ainda este ano, entre o segundo e o terceiro trimestre.Outro destaque foi a venda de participação no imóvel WT Extrema, do fundo XPLG11 (XP Log FII), por R$ 114 milhões, gerando um retorno estimado de 14% ao ano.Mercado de capitais bate recorde e capta R$ 59,9 bilhões em janeiroClear lança USDXP, stablecoin proprietária com lastro em dólarMercado Residencial: Ritmo Variado em São PauloO setor de moradias apresentou resultados mistos. No fundo XP Idea!Zarvos FII, focado em prédios de alto padrão, mais de R$ 221 milhões já foram vendidos. No entanto, o mercado em São Paulo está pressionado pelo excesso de novos prédios e juros ainda altos, o que dificulta o crédito para os compradores.Leia tambémFII KNCR11 capta R$ 3,18 bilhões na maior emissão da história dos fundos imobiliáriosFundo se torna o maior FII listado da B3 e busca ampliar atuação em operações estruturadasNo prédio Iperó 111 (Vila Madalena), 74% dos apartamentos já foram vendidos, mas o ritmo desacelerou no último trimestre. Já o Oscar 2525 (Rua Oscar Freire) teve um desempenho melhor, com 75 unidades vendidas no total. A obra do Oscar 2525 segue em ritmo normal, com entrega prevista para junho de 2027.The post FIIs sob tensão: XP Asset vê petróleo e inflação como risco à Selic; entenda appeared first on InfoMoney.