O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou no domingo (1º) que o Irã “sempre esteve aberto à diplomacia”.A fala veio após os ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel matarem o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e vários altos oficiais militares no final de semana.“Esta é a segunda vez que negociamos com os americanos, e eles decidiram nos atacar bem no meio da negociação”, disse Araqchi à Al Jazeera, criticando o momento dos ataques. Leia Mais À CNN, embaixador do Brasil no Irã: "Cedo para dizer que regime vai cair” ONU diz que não há indícios de danos a instalações nucleares do Irã Irã dispara nova onda de mísseis, diz Israel Khamenei, de 86 anos, foi morto no sábado (28) em um ataque aéreo que atingiu seu complexo no centro de Teerã, informou a mídia estatal iraniana.A ofensiva, realizada em conjunto por Israel e pelos Estados Unidos, ocorreu após décadas de esforços diplomáticos mal sucedidos em relação ao programa nuclear iraniano, deixando sete comandantes militares iranianos mortos, incluindo o chefe do gabinete do comandante-em-chefe das Forças Armadas, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.Em resposta, o Irã lançou ataques retaliatórios em todo o Golfo, visando o que identificou como posições militares dos EUA.Araqchi destacou que as ações do Irã foram defensivas, reiterando que “não há vitória nesta guerra” e afirmando que os atacantes “não conseguiram atingir seus alvos”.Apesar da escalada, Araqchi enfatizou o compromisso de Teerã em manter relações pacíficas com as nações do Golfo.“Não temos problemas com os países do outro lado do Golfo Pérsico. Mantemos relações amistosas e de boa vizinhança com todos eles”, falou ele.“O que estamos fazendo é, na verdade, um ato de autodefesa e retaliação à agressão americana contra nós… Não estamos atacando nossos vizinhos, mas sim alvos americanos”, acrescentou.Conheça os grupos aliados do Irã contra Israel e EUA no Oriente Médio