Hoje (3), os investidores seguem atentos às tensões geopolíticas entre Estados Unidos, Israel e Irã. A apreensão escalou com o bloqueio do Estreito de Ormuz e a ameaça de ataque aos navios que tentarem passar pela rota.No Giro do Mercado desta terça-feira, a jornalista Paula Comassetto recebe Nicolas Gass, estrategista da GT Capital, para comentar os principais destaques do mercado financeiro hoje.O cenário internacional segue concentrando atenção do mercado. Nesta manhã, Israel atacou o Líbano, enquanto o Irã vem respondendo ao confronto com investidas contra infraestruturas energéticas nos países do Golfo e petroleiros no estreito de Ormuz.De acordo com Gass, o cenário de conflito contraria as expectativas do mercado. “Tudo indicava que aconteceria um acordo de paz. Na sexta-feira eu comentei que tudo se encaminhava para isso, mas logo no sábado os bombardeios começaram”, afirmou.“O movimento que o mercado espera é de uma revolta popular ou de um cessar fogo. Até isso acontecer, nos atentamos ao fechamento do estreito de Ormuz, que afeta a distribuição global do petróleo”, completou.Em relação ao impacto dessas tensões no Brasil, o especialista afirma que as próximas decisões do Copom podem ser influenciadas pela guerra. “Estamos passando por um momento de incerteza, o que o mercado não gosta. Isso pode gerar uma pressão inflacionária, principalmente no preço dos combustíveis. Além disso, o IPCA-15 divulgado na semana passada, acaba colocando em xeque a decisão do Banco Central sobre o início do ciclo de corte de juros”.Ainda assim, Gass ressaltou que a recuada do Ibovespa já era esperada independentemente dos conflitos. “O movimento que esperávamos há um tempo era de correção da tendência de alta da bolsa brasileira, que estava muito esticada. Esse movimento é saudável e precisava acontecer”.No cenário doméstico, o presidente Lula volta a liderar a corrida eleitoral, segundo pesquisa da Real Time e Big Data. Nas projeções de primeiro turno contra Flávio Bolsonaro, Lula ganha com 9%, contra 32% do senador.Já no segundo turno, a pesquisa apontou um empate técnico: Lula com 42% e Flávio com 41%.*Com supervisão de