Membro do Fed vê crescimento forte nos EUA e otimismo, mas alerta sobre inflação alta

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Kansas City, Jeffrey Schmid, disse acreditar que a trajetória de crescimento dos EUA permanece forte e que tem ouvido “otimismo” por parte de contatos em relação ao ano, em discurso preparado para o Clube Executivo da Região Metropolitana de Denver, nesta terça-feira, 3. Ele avaliou que parte da trajetória forte acontece por conta da política fiscal expansionista, que apoia a demanda, com os consumidores se beneficiando de restituições de impostos maiores e as empresas aproveitando os incentivos fiscais para investimentos.Por outro lado, em relação ao último ano, ele reconheceu que a economia teve um bom desempenho, apesar da incerteza, mas ressaltou que o crescimento poderia ter sido maior, se o governo dos EUA não tivesse paralisado suas atividades no final do ano.Leia tambémPIB 2025 mostra consumo empacado e recuo da construção sob aperto dos jurosApesar do avanço anual puxado por safras recordes e pelo petróleo, o 4º tri registrou alta de apenas 0,1%; aperto monetário e endividamento travaram o consumo das famílias e derrubaram a construção civil na reta final do anoTaxas de juros disparam mais 20 pontos após abertura com risco-IrãO DI para janeiro de 2029 ia para 12,925%, de 12,728%, e o para janeiro de 2031 avançava para 13,300%, de 13,117% no ajuste de segunda“Embora o crescimento permaneça sólido, ambos os lados do duplo mandato – trabalho e inflação – apresentam alguns desafios”, detalhou. Na ponta do mercado de trabalho, Schmid afirmou que, mesmo com a desaceleração das contratações, houve poucos sinais de aumento nas demissões, o que leva ao ambiente de “poucas contratações e poucas demissões”.Já na ponta inflacionária, o presidente da distrital de Kansas City ponderou que a inflação continua muito alta, o que não dá espaço ao BC americano para ser “complacente”, e os dados recentes sugerem que a inflação permanece mais próxima de 3% do que da meta de inflação de 2% do Fed. “É improvável que ainda estivéssemos falando em pousos suaves”, citou.Leia tambémPetróleo a US$ 100? Impacto da guerra na inflação pode ser suavizado, diz economistaEconomista do ASA explica por que o choque do petróleo no Oriente Médio pode ter impacto moderado no IPCA e na Selic, com política da Petrobras e pré-salPara Schmid, com a inflação ainda em alta, ele afirma que a demanda parece estar superando a oferta em grande parte da economia. “Permaneço aberto à possibilidade, e até otimista, de que a inteligência artificial (IA) e outras inovações eventualmente levem a um ciclo de crescimento não inflacionário e impulsionado pela oferta”, apontou.No entanto, o dirigente observou que, na verdade, a IA pode ser necessária para compensar o impacto negativo no crescimento causado por uma força de trabalho menor, mas “com base na taxa de inflação atual, ainda não chegamos lá”.The post Membro do Fed vê crescimento forte nos EUA e otimismo, mas alerta sobre inflação alta appeared first on InfoMoney.