Os principais países europeus têm manifestado claramente sua falta de apoio à operação militar dos Estados Unidos contra o Irã, conforme análise de Lourival Sant’Anna no CNN Prime Time. Embora não sejam favoráveis ao regime iraniano, as nações europeias não consideram que existia um risco iminente que justificasse essa intervenção militar.De acordo com o analista, os países europeus condenam o regime iraniano, adotaram sanções contra ele e compartilham a preocupação de evitar que o Irã desenvolva armas nucleares. No entanto, não enxergam a necessidade da operação militar realizada pelos EUA, mantendo distância da iniciativa americana.O trauma britânico com o IraqueNo caso específico do Reino Unido, Sant’Anna destacou o trauma político relacionado ao apoio de Tony Blair à invasão do Iraque em 2003. Na época, Blair, também do Partido Trabalhista como o atual primeiro-ministro Keir Starmer, foi retratado como um “poodle” de George W. Bush, o que prejudicou significativamente sua carreira política. Leia Mais Aviões britânicos estão "no céu" do Oriente Médio, diz Starmer Países da União Europeia pedem máxima contenção em conflito com o Irã Irã nega ter atacado países do Oriente Médio, apenas bases americanas Essa invasão foi posteriormente desacreditada por ter sido baseada em informações falsas sobre supostas armas de destruição em massa. O episódio criou um precedente negativo que o atual governo britânico busca evitar, justificando a postura cautelosa de Starmer ao permitir apenas o uso defensivo das bases britânicas, sem autorizar ataques partindo delas.Aliança com ressalvasApesar de ser um aliado histórico dos Estados Unidos e membro da Otan, o Reino Unido tem feito um esforço claro para se distanciar da campanha militar americana contra o Irã. Keir Starmer enfatizou que o país não participa ativamente da guerra, limitando-se a permitir o uso de suas bases apenas para fins defensivos.Sant’Anna observou que essa postura não é exclusiva do Reino Unido. Nenhum outro país da Otan está engajado na operação, e embora evitem críticas explícitas aos EUA, a linguagem diplomática utilizada deixa evidente a ausência de apoio à iniciativa americana no Oriente Médio. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.