Empresas enfrentam risco de paralisia num cenário geopolítico em rápida transformação

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De acordo com o mais recente Relatório de Risco Político da consultora, os líderes empresariais antecipam alterações significativas na ordem geopolítica e na reconfiguração económica global ao longo dos próximos 12 meses. Ainda assim, muitas organizações continuam focadas na volatilidade imediata, negligenciando a análise estrutural das transformações em curso e o seu impacto estratégico. Essa abordagem, alerta a Marsh, pode comprometer a capacidade de resposta num contexto marcado por novas alianças comerciais, rivalidades políticas e instabilidade prolongada.A exposição varia consoante a presença geográfica, o setor de atividade e o grau de preparação para o risco. No entanto, o relatório aponta que praticamente todas as empresas enfrentarão pressões acrescidas nas cadeias de abastecimento — tanto físicas como digitais —, bem como potenciais perturbações associadas a conflitos convencionais e cibernéticos. A infraestrutura digital, que inclui energia para centros de dados, construção, serviços em nuvem e comunicações por satélite, passou também a ser encarada pelos governos sob uma lógica de competição geopolítica, especialmente na corrida pela liderança na Indústria 4.0.Como lidar com o panorama internacional?Perante este cenário, a Marsh defende que as empresas devem reavaliar de que forma as alterações nas regras e normas da arquitetura global, historicamente moldada pelos Estados Unidos, poderão influenciar os seus modelos de negócio. A gestão de risco, sustenta a consultora, deve combinar mecanismos tradicionais de transferência de risco — como seguros de crédito, risco político e soluções de caução — com o reforço ativo da resiliência operacional e financeira.Angela Duca, Global Head de Credit Specialties da Marsh Risk, sublinha que a atual transição geopolítica inaugura um período de elevada complexidade, mas também de oportunidade para as organizações preparadas. Segundo a responsável, integrar uma leitura partilhada das dinâmicas geopolíticas no processo de planeamento estratégico pode conferir maior clareza e confiança na tomada de decisões, permitindo às empresas continuar a investir, assumir riscos calculados e expandir operações mesmo num contexto internacional fragmentado.O conteúdo Empresas enfrentam risco de paralisia num cenário geopolítico em rápida transformação aparece primeiro em Revista Líder.