Os preços de venda de imóveis residenciais subiram 0,32% em fevereiro, em média, acelerando em relação a janeiro, quando a alta foi de 0,20%, mostrou o Índice FipeZAP divulgado nesta semana.O aumento foi puxado, principalmente, por unidades com um dormitório, cujos valores avançaram 0,45%, enquanto casas com três quartos praticamente não se valorizaram (+0,02%).A título de comparação, a prévia da inflação de fevereiro, dada pelo IPCA-15, mostrou um aumento médio de 0,84% nos preços ao consumidor, enquanto o IGP-M exibiu uma queda de 0,73%.Onde está o metro quadrado mais caro do BrasilEntre as 56 cidades monitoradas pelo indicador, incluindo capitais, 49 registraram elevação nos valores no mês passado, com destaque para:Belém (+2,18%);Campo Grande (+1,33%);Brasília (+1,23%);Vitória (+1,23%).Por outro lado, Curitiba (-0,66%), Belo Horizonte (-0,42%) e João Pessoa (-0,29%) observaram recuos.Acumulado de 2026Ao final do primeiro bimestre de 2026, o Índice FipeZAP de Venda Residencial acumulou elevação de 0,52%. Esse resultado ficou abaixo da inflação ao consumidor (+1,17%), considerando os resultados do IPCA em janeiro e a prévia de fevereiro, mas acima da oscilação apurada pelo IGP-M para o período (-0,32%).Em 12 meses, o aumento médio dos preços residenciais atingiu 5,74%, superando tanto o IGP-M (-2,67%) quanto a variação medida pelo IPCA (+3,96%).Nesse recorte, imóveis com um dormitório, novamente, registraram a maior valorização, de +7,46%, enquanto unidades com três quartos tiveram aumento mais moderado, de +4,96%.Valores pelo país O valor médio de venda residencial em fevereiro foi de R$ 9.673 por m². Entre os tipos, unidades de um dormitório tiveram o maior preço médio, com R$ 11.777 por m², e as de dois, o menor, com R$ 8.686 por m².Entre as capitais, Vitória liderou o ranking (R$ 14.429/m²), seguida por Florianópolis (R$ 13.011/m²) e São Paulo (R$ 11.945/m²).