A guerra no Oriente Médio pressiona a oferta global de petróleo. E o Brasil é um dos países bem posicionados para exportar mais e substituir o produto dos países da região.Essa é uma avaliação de Roberto Ardenghy, presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), que concedeu entrevista à CNN Brasil.“Nós temos essa condição, assim como alguns outros países, a Argentina, a Guiana, a Nigéria. Mas para que isso se concretize é preciso explorar nossas reservas. Temos reservas para somente mais 13 anos, o que no universo do petróleo é pouco”, disse. Leia Mais Estimativa de terras raras em Araxá sobe 75%, diz mineradora Guerra no Oriente Médio: Brasil não será afetado no curto prazo, diz Haddad Guerra com Irã faz gás disparar 43,5% e reacende risco de choque energético Ardenghy afirma que o Brasil pode se concretizar a partir da exploração de novas reservas, como a Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e especialmente das bacias da Margem Equatorial, no Norte e Nordeste do país.Para o executivo, a queda da oferta no Oriente Médio é um alerta para a necessidade de garantir segurança energética, no Brasil e no mundo. A tensão geopolítica seria, assim, impulso para as iniciativas avançarem no Brasil.Hoje, o debate sobre a Margem Equatorial tem dilema entre potencial petrolífero e preservação ambiental.“Precisamos avançar com a exploração, obter as licenças. Ninguém quer passar por cima de regras ambientais. Mas o processo precisa ser mais rápido, para que possamos pensar em um horizonte de produção para os próximos 50 anos”, disse.Petróleo, café e aeronaves: veja itens mais exportados pelo Brasil aos EUA