Ouro fecha em queda de quase 4% com dólar forte em meio a escalada de tensões no Oriente Médio

Wait 5 sec.

O contrato mais líquido do ouro encerrou a terça-feira (3) em queda acentuada de quase 4% na sessão. A realização ocorre em meio ao fortalecimento do dólar e ao aumento das preocupações com a inflação e as taxas de juros, diante da escalada do conflito no Oriente Médio.Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 3,54%, a US$ 5.123,70 por onça-troy. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "XAUUSD", "XAUUSD" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "baca767"} ); Já o contrato da prata para maio teve queda de 6,05%, a US$ 83,47 por onça-troy.Entre outros metais preciosos, a platina para abril fechou em queda de 10,3%, a US$ 2.075,50, enquanto o paládio para junho recuou 7,31%, a US$ 1.663,70.O que mexeu com o ouro hoje?A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã avançou para o seu quarto dia, intensificando a aversão global ao risco.O ouro, considerado um ativo de refúgio, seguiu na contramão neste pregão após subir na segunda-feira (2), em meio a um fortalecimento do dólar e dos juros dos Títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries).Analistas do Swissquote apontam que um conflito prolongado poderia consolidar ainda mais a força do dólar americano. “A resposta tímida do ouro sugere que investidores estão cautelosos em realocar capital após seu recente e notável aumento de preços.”No cenário geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que houve mais um ataque visando uma nova liderança do Irã, sem detalhar alvos específicos.Trump também relatou conversas com lideranças europeias e criticou a postura do governo espanhol por recusar permissão para o uso de bases militares em ataques no Oriente Médio.Nos EUA, o presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Minneapolis, Neel Kashkari, declarou que é prematuro determinar como a guerra com o Irã afetará a inflação doméstica, mas ressaltou que o desenrolar do conflito pode influenciar a política monetária do país.Já John Williams, do Fed de Nova York, alertou que o conflito no Oriente Médio pode elevar a inflação no curto prazo.