O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, pediu ao Líbano que “aja agora para evitar uma escalada ainda maior” no país, contendo o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.Seus comentários na ONU ocorrem em um momento em que Israel vem realizando ataques quase ininterruptos contra alvos do Hezbollah no Líbano, ampliando sua campanha após os ataques em larga escala contra o Irã. Veja principais pontos do encontro de Trump com chanceler da Alemanha Rubio: 9 mil americanos deixaram Oriente Médio desde o início da guerra Guerra com Irã obscurece perspectivas para política monetária, diz Kashkari “Esperamos que o governo libanês contenha o Hezbollah. Que assuma o controle e aja agora para evitar uma escalada ainda maior”, disse o embaixador Danny Danon em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), argumentando que o grupo militante violou uma resolução da ONU para o desarmamento.“Ao governo do Líbano, o primeiro-ministro Nawaf Salam disse que o Hezbollah deve se desarmar. Ele está absolutamente certo. Mas declarações não desmantelam foguetes. Todos sabemos que declarações não acabam com o terrorismo. Só a ação o faz”, disse Dannon, alertando que Israel “terminará o trabalho” para eliminar as ameaças em sua fronteira norte.Danon também pareceu incitar o povo iraniano a se rebelar contra o governo, ecoando declarações feitas por autoridades americanas, incluindo o presidente dos EUA, Trump.“Posso afirmar que existem muitas pessoas corajosas vivendo no Irã. Elas merecem um futuro melhor. Foram oprimidas por gerações e agora têm uma chance. Elas têm uma chance e devem aproveitá-la”, disse Danon.O que o Líbano declarou: Salam afirmou que seu governo “tomará todas as medidas necessárias para deter os responsáveis e proteger o povo libanês” e já proibiu as atividades militares do Hezbollah.Guerra no Oriente Médio: EUA fecham embaixadas e reduzem diplomatas | LIVE CNNO que está acontecendo no Oriente Médio?Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.Entenda o que os Estados Unidos querem no Irã