O Brasil se prepara para mais uma safra recorde de grãos, com estimativa de 356,34 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, conforme dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O volume representa um aumento de 1,2% em relação à safra anterior, um aumento frente à previsão anterior de 353,45 milhões de toneladas. No entanto, esse crescimento na produção evidencia um dos maiores gargalos do agronegócio brasileiro: o déficit de armazenagem.A situação é agravada especialmente durante o período de colheita, quando há sobrecarga logística para escoar a produção. Fernando Caprioli, diretor comercial da AGI Brasil, uma das maiores empresas de silos do país, destaca que apenas 16% da armazenagem brasileira é realizada dentro das fazendas, próximo ao processo produtivo. “Esse déficit traz uma preocupação para o produtor, que é onde escoar essa produção”, afirma Caprioli. Leia Mais André de Paula estreia na FPA com promessa de reconstruir relação com agro Syngenta aposta em gestão digital diante de crédito restrito Conab eleva estimativa de safra de grãos para 356 milhões de toneladas Soluções de armazenagem e desafios financeirosSegundo Caprioli, embora existam soluções temporárias como o silo bolsa, estas apresentam riscos à qualidade dos grãos. “O nosso trabalho realmente é em cima da segurança do grão. A armazenagem permanente tem uma procura muito grande na produção brasileira para que dê qualidade de comercialização”, explica.O alto custo do crédito representa um desafio adicional para investimentos em armazenagem. Para contornar essa dificuldade, a empresa desenvolve projetos customizados que reduzem o investimento inicial. “Isso muitas vezes reduz o investimento inicial, dá um fôlego, porque a armazenagem dá ganhos de produtividade, mas também ganhos econômicos na redução de perdas daquela produção“, destaca Caprioli.Alternativas de financiamentoEntre as opções para viabilizar os investimentos em infraestrutura de armazenagem estão o mercado de capitais, fundos de investimento e bancos locais que apoiam o agronegócio. “A AGI tem um fundo que faz esse trabalho, mas também bancos locais que suportam esse tipo de investimento no agronegócio”, comenta Caprioli.Além das soluções permanentes, a empresa oferece alternativas como o Temp Store, um sistema que permite a montagem de silos na própria fazenda com controle de temperatura e qualidade durante o período de armazenamento. Essa tecnologia representa uma opção intermediária para produtores que buscam garantir a qualidade dos grãos sem necessariamente investir em estruturas fixas mais complexas. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.